AYURVEDA | EXPANDINDO A VISÃO

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Leia ouvindo: Júpiter Grains – Yoga Healing

Quando alguém fala sobre “Ayurveda”, quem a conhece logo solta aquela frase “o meu dosha é “tal”, qual o seu?”.

Acho tal reação positiva, já que demonstra o interesse das pessoas nesse assunto que vem ganhando cada vez mais adeptos. Para quem ainda não conhece, prazer “Ayurveda” (Ayur = Vida e Veda = Ciência).

Para que possamos aprofundar um pouco mais nossa visão sobre a “ciência da vida”, explicarei pontos importantes para um maior entendimento dessa ciência tão antiga e magnífica.

Afinal, qual o significado do Dosha? Dosha, do sânscrito, tem origem em algo como “desequilíbrio”, logo, se pensarmos na forma literal de interpretação, estamos querendo definir a nós mesmos e aos outros, perante  instabilidades pessoais.

Mas, vale ressaltar que pela evolução linguística, interpretativa e observacional, os doshas são interpretados como constituição psico-física de cada ser vivo – como um código genético – , podendo eles serem três: Vata, Pitta ou Kapha, reunindo menores ou maiores quantidades de cada um dos cinco elementos (éter, ar, fogo, água e terra) em cada uma destas três constituições, gerando assim particularidades e predisposições de cada indivíduo.

Fotografia: Vinicius Wawrzeniak

Não vou entrar no mérito do que cada um dos três doshas tem de características, isso você pode ler em muitos livros ou websites. O que eu gostaria de ressaltar é que podemos reconhecer qual ou quais dosha(s) são nossa constituição natural e ainda ter diariamente influências internas, externas e oscilações perante os três. Em determinadas épocas de nossas vidas, um ou dois Doshas podem atuar de forma tão ativa, que gera um desequilíbrio sistêmico no indivíduo, causando manifestações conhecidas como “doenças”.

Por isso, apesar de ser bacana pensarmos a qual dosha pertencemos, é muito importante que um profissional com conhecimento na área possa interpretar junto com você sua real – ou reais constituições, e se esta(s) ou outra a qual você nem imaginava, está(tão) desregulada(s) a ponto de lhe causar algum mal.

Outro ponto que julgo fundamental ter relevância perante a Ayurveda, é que ela é também reconhecida como a Tradicional Medicina Indiana, sendo assim, o que para muitos aqui é considerado “alternativo”, vem sendo desenvolvido como tradicional para uma nação há milhares de anos.

É claro que tanto as medicinas ocidentais quanto orientais se somaram muito nos últimos séculos, agora, muito além do aspecto médico, o Ayurveda lida com o estilo de vida com base na constituição psico-física individual a cada pessoa, sendo assim, acaba por ser uma ciência ampla em que considera ações para o dia-a-dia, exercícios físicos e mentais, a alimentação, digestão e excreção, a natureza a nossa volta, terapias com processos naturais e/ou energéticos, entre uma série de coisas para que possamos ganhar mais vida aos anos que nos restam.

Se para mim fosse necessário definir o sentido da Ayurveda em nossas vidas, seria algo próximo do nosso “propósito”, já que é necessário seguir um caminho que respeite seu corpo, mente e espírito. E isso também inclui aqueles que estão ao nosso redor, buscando estar em simbiose com o todo, colaborando para uma atmosfera melhor, afinal, pela visão védica, “somos o microcosmo do macrocosmo; uma parte do todo que contém o todo”.

Aproximadamente 75% das pessoas que me procuram para compreender uma linha de atendimento terapêutico pela Ayurveda, são pessoas que buscam reequilibrar algo no qual sentem-se incomodadas ou perderam o controle sobre, em contrapartida, os 25% que chegam a mim a fim de compreenderem-se melhor, precavendo problemas futuros, são os que mais vigor acabam obtendo em suas vidas, e reduzem  em muito as possibilidades de desequilíbrios que ocorreriam caso não houvesse um trabalho profilático.

Enfim, é um assunto muito amplo e profundo, mas o que gostaria de compartilhar é a visão apresentada para que reflitamos se estamos de fato buscando compreender o sentido de “viver um estilo de vida Ayurveda” e assim remediar doenças e desajustes em nossa trajetória nesta vida, ou se estamos ligados a modismos sem entender o sentido pelo qual buscamos determinados caminhos ligados ao processo de conhecer a nós mesmos.

Sigo as ordens e desejo uma excelente semana a você, namastê.

Vinicius wawrzeniak

Vinícius Wawrzeniak é formado em relações Internacionais, Terapia Ayurveda e Yoga. É amante dos animais, fascinado por botânica e voluntário. Adora viajar e conhecer o diferente.

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