Bailarina

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por @Juliana Manzato

Aos 3 anos decidi que queria fazer ballet e lá foi a minha mãe me matricular nas aulas. Para ela um verdadeiro orgulho, a única “mocinha” da vida dela, queria ser bailarina. Foram 10 anos participando de festivais, apresentações, responsabilidades, dores pelo corpo todo, bolhas, alegrias, calos e um pé feio (pé de bailarina é estranho, acreditem!).

Era feliz no meio do cor de rosa, das piruetas, do pas de bourrèe, do Jeté, Grand Plié, do Croisé, do Frappé, Petit Battement, entre outros passos. Adorava usar o famoso “Tutu” – aquelas saias famosas das bailarinas, as sapatilhas, as aulas, as musicas, a postura, a correria dos festivais, os exaustivos ensaios…

Hoje vejo o quanto o ballet me ajudou na vida, aprendi a ter responsabilidade, a ir em busca da perfeição, que o corpo no começo dói, mas depois você se torna forte e tudo parece mais fácil. Aprendi que concentração é uma arte e torcer o pé faz parte. O motivo para relembrar tudo isso que contei acima, foi esse video aqui:



Ainda sou apaixonada pelo mundo cor de rosa bebê do ballet e me animo ainda mais a voltar quando eu vejo uma coisa fofa dessas! Tem coisa mais gostosa do que ser criança e dançar, dançar e dançar?

Entre tantos e tantos ensinamentos, tem alguns que levo comigo até hoje…

A disciplina faz de você uma pessoa melhor. Ser flexivel, atualmente, é uma necessidade. Concentração, tem que fazer parte. Persistir até beirar a teimosia, é ensinamento. Viver esperando uma tempestade passar, não leva a lugar nenhum, pois, o que precisamos mesmo é aprender como dançar na chuva.

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6 Comments

  1. Rubens Gualdieri says

    Alguém um dia falou que a dança é a poesia em movimento. Eu acredito nessa poesia quando ela é declamada como essa menininha declamou: simples, sem compromisso, mas, absolutamente feliz. Quando a dança vira técnica, implica diretamente em perfeição e, às vezes, o imperfeito nos seduz. O que eu quis dizer com isso? Não sei, só sei que deu vontade de assumir a imperfeição. Traço torto, letra torta, ideia torta. Simples e imperfeito assim.

  2. Bianca says

    Coisa mais lindaaaaaaa esse vídeo! E essa música? E toda essa dança?

    Quero ballet AGORA!

  3. Jean Marcel says

    Dança de criança é = “Viver esperando uma tempestade passar, não leva a lugar nenhum, pois, o que precisamos mesmo é aprender como dançar na chuva.”

    Lindo.

  4. Rafael Noris says

    Que graça que são as crianças dançando, assim naturalmente… Mas gosto da técnica, quando a pessoa dança tão bem, tão perfeita, que parece fácil…

    Um estilo de dança que aprendi a gostar é o butoh (depois de assistir Hanami: Cerejeiras em Flor), acho extremamente poético também 🙂

    E aí, Ju, vai voltar no ballet?

  5. camila says

    Lindo!! Me sinto bem assim, como ela! =]

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