Bandeira branca, amor!

Leia ouvindo: Allen Stone – Sex and Candy

Meu amor, eu queria te dizer que não lerei a sua última mensagem no Whatsapp, pois pela primeira frase, é só você tecendo ainda mais a teia interminável de nossas discussões. Espero que não se sinta ofendido. Ou melhor, espero que não se ofenda ainda mais. Ao contrário de ler a mensagem, eu vou lhe escrever outra, curtinha, mas que vai ser o suficiente pra resumir o que quero pra agora (e, quem sabe, pro resto de nossas corridas vidas): “vem me amar, por favor?”.

Vem, meu amor! Vem e deixa do lado de fora da casa, pertinho da soleira da porta, todos os motivinhos que nos fizeram brigar dessa última vez. Deixa também aquela chatice de ter sempre razão, junto com o seu bico amarrado que sempre aparece depois que digo uma (ou duas, três, quatro…) verdades que, talvez, sejam só minhas mesmo. A única verdade universal entre nós é somos loucos um pelo outro. Tão loucos, tão apaixonadamente loucos, que todo o resto fica tão pequeno, tão desnecessário.

Me peguei recordando nossos dias e cheguei bem pertinho do nosso começo. Um carnaval de altas temperaturas, eu com orelhinhas de onça, você com colar havaiano. As músicas embalando o nosso desejo, confetes, serpentinas, suspiros e beijos. Que destino maluco esse, que quis nos tirar do meio de tantos foliões, pra fazer com que caminhássemos juntos por Março, Abril, Maio, 2004, 2005, 2016…

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[ Imagem: reprodução ] 

Quando brigamos e nossos gritos ecoam pela sala, é esse o encanto que enfiamos debaixo do tapete. Te amar foi a consagração da minha folia eterna, me premiando com felicidade pelas tampas. Então, minha vida, eu não vou mesmo continuar a discussão. Apague essas mensagens, responda dizendo pra me aprontar, que hoje serei só sua. Tolo, faz mesmo muito tempo que eu sou um misto de amor e admiração por você.

Bandeira branca, amor! A saudade dos seus beijos veio me dizer que é nos meus braços, a sua casa própria. Venha logo! Que importa se nos ferimos, se o que fizemos ou falamos foi além? Carne, osso, sangue correndo nas veias, uma combinação explosiva demais pra nós. Ainda mais pra nós, alias! Nessa noite, preciso confessar que reparei enquanto me olhava dormir. Senti o seu carinho leve no meu rosto, o seu beijo casto e principalmente, o seu sussurrado ‘eu te amo, nêga’.

O que resta dizer ou fazer depois disso? Ler a mensagem que dava continuidade à briga sem sentido, seria um erro muito grande. Respondê-la, mais ainda! Se a boca já falou demais, deixa que os corações se entendam, se reconheçam. Sabe, meu amor, a vida é de passar num piscar dos meus olhos tão apaixonados pelos seus. Que meus dias sejam, então, recheados de toda a ternura e carinho que só você sabe trazer. Pela saudade que me invade, eu peço paz!

Mayra_2015

 

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