Carta para o amor que está por vir

Leia ouvindo: Jack Johnson – Better Together

Oi, amor da minha vida.
Eu não sei o seu nome e também não posso dizer muito sobre como nossos caminhos se cruzaram ou onde nos conhecemos, mas escrevo essa carta aqui do passado torcendo para que chegue às suas mãos aí no futuro.

Esperei um tempo até que você aparecesse, e me questionei se essa coisa de amor ainda existia ou se estava fora de moda. Sabe como é, a gente consome muita informação negativa sobre se relacionar, e chega uma hora em que o confronto com duras realidades te faz repensar a existência de um sentimento bom. Mas você veio, para provar que tudo vale à pena quando o coração bate mais forte.

Eu não estive completamente sozinha esse tempo todo, você deve saber. Pulei entre altos e baixos – e isso serve tanto pela metáfora amorosa, quanto pela altura dos caras –, porque para te ter, eu precisava aprender a valorizar o que era certo. Me aventurei em geolocalizações e idiomas diversos para ter um gostinho de me perder em culturas diferentes e cometi impulsividades e retrações em velocidades parecidas. Em todos os casos, uma semelhança: o medo da exposição, da entrega em vão, da falta de retorno. Obrigada, amor da minha vida, por finalmente fazer diferente.

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[ Imagem: reprodução ]

Daqui de onde vislumbro a vida ao seu lado não há nada que eu possa afirmar, mas se pudesse apostar, diria que você é alguém que me faz rir. É que acredito que uma vida às gargalhadas passa por cima de qualquer conceito bruto de beleza física. E se você ainda sabe pouco sobre mim, a dica mais valiosa é justamente essa: arranque minhas risadas mais altas. O volume de cada uma delas é totalmente proporcional ao sentimento que mora aqui dentro.

Não sou muito esotérica, mas espero que a essa altura já saiba que sou uma típica mulher de Áries: detesto passividade, luto pelo que quero até o fim e com um teor altíssimo de competição – não se assuste, é de forma saudável: o que me importa é superar a mim mesma. Carrego um quê de ansiedade e amo gente criativa, que não tem medo de ousar para sair do óbvio. De forma geral, por mais cafona que essa ideia soe, a verdade é que sou extremamente intensa, em todos os aspectos que possa apresentar (inclusive nas palavras que escolho usar).

Se puder continuar com minhas previsões, acho que você deve ser um cara comunicativo, porque sem conversa, pra mim não funciona. Gosto de falar e ser ouvida, mas valorizo mais ainda te ouvir falar. Detesto a ideia de um amor em silêncio, sem diálogos. Quero varar madrugadas ouvindo suas histórias, contando meus planos de viagem, dividindo novidades que quero que você e eu contemos aos poucos, pra termos sempre um pouquinho a mais pra descobrir.

Mas, amor da minha vida, a única certeza que carrego é que, tanto quanto eu, você preza pela liberdade: ter seus próprios amigos, seus próprios hobbies, um espaço só seu para se curtir sozinho ou na companhia das pessoas que quiser escolher. Liberdade de ir, mas sempre sabendo o caminho de volta ao destino final: nós dois.

Bem-vindo à minha vida, amor. Mal posso esperar por um futuro bem melhor ao seu lado.

Bianca Carvalho
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Bianca Carvalho

Uma carioca branquela, bagunceira e desbocada. Uma mulher questionadora, inquieta e expansiva. Uma amante do mundo, dos cachorros e de pessoas apaixonadas pela vida.

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