Cazuza iria se orgulhar!

Temos a mesma profissão, gostamos das mesmas coisas, temos o mesmo jeito, o mesmo desejo, a mesma história. Tantas coisas em comum…
No meio do comum a gente se perde, se acha. A gente ama, a gente briga. Somos do contra, mas ao mesmo tempo, tão iguais.
Cazuza, mestre, já dizia: “O nosso amor a gente inventa”. E inventamos bem: o casal da faculdade, o casal da turma, o casal foda. Amor que é amor, a gente inventa, reinventa, vive.
Vivi e convivi com você, os melhores anos da minha vida, as melhores histórias de amor, as melhores brigas e os maiores desencontros. O casal que nunca se desencontrou, e depois se achou, não sabe o que o amor.

Com você, aprendi muito, compartilhei pouco e rasguei meu peito. Aprendi a amar, a dividir, a te olhar. Vi seus defeitos, vi também os meus defeitos. Aprendi a ter um braço, um abraço e um amasso, sempre que fosse preciso. Aprendi a desacelerar, a compreender, a beijar, e beijar mais, e beijar breve, beijar demorado, a encaixar. Encaixar o corpo, a alma, uma vida!
Compartilhei a minha dor, minhas dúvidas, minhas vontades, meus desejos, minha família. Mas não compartilhei uma coisa importante, a verdade. Verdade sobre sentimentos, sobre um olhar, a minha verdade sobre o mundo e o meu real sonho.
Rasguei meu peito, entreguei meu coração, entreguei a minha vida, e deixei a felicidade morar, sem dar a chave da porta, para não correr o risco dela me trancar ali e ir embora.
Amei muito, briguei muito, mudei muito. Sofri, chorei, aprendi, recriei e fui atrás da minha verdade. Fugi do mundo, fui para a minha “casinha” nas colinas. Mas não adiantou nada, faltava alguma coisa ali. Era você, a gente e o nosso amor inventado.
O meu mundo foi uma ilusão, um longo inverno. O nosso mundo era tão nosso, tudo era igual, tudo encaixava, tudo era vivo, tudo era nosso.
Inventamos e também reinventamos o nosso amor. Cazuza iria se orgulhar!

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3 comentários em “Cazuza iria se orgulhar!

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