Check Up

Leia ouvindo: Carla Bruni – J’ Arrive A Toi

É dia 15 de Janeiro de 2015. Os primeiros quinze dias do ano já foram embora e eu ainda nem desmontei a minha árvore de Natal (!). O caos parece instalado na minha casa e agenda. O tempo corre e o fôlego falta.

A procura insana por aquilo que nos faz bem parece implacável. Ioga, sequência de socos, chutes e afins, meditação, astrologia, evolução solar e autocontrole estão no pacote. Participar de cultos religiosos também. Estamos sempre buscando a paz interior para a bagunça do externo.

Uma preocupação voraz com a foto de biquini no instagram, uma preocupação banal com o retorno ao médico. A nossa urgência não é tão urgente assim. A nossa vontade também não é bem assim. Estamos mudando. Que sociedade é essa que fanáticos matam inocentes? Que pessoas são essas que praticam Ioga e não a paciência com o próximo? Perdemos o freio e estamos ladeira abaixo sem alguém para dar a mão.

Todo santo dia eu acordo com a sensação de estar atrasada sem efetivamente estar. Sempre acho que a minha doação para as pessoas que eu gosto é baixa. Que não vou dar conta e quando eu vejo já tem ovos de páscoa no supermercado, depois preciso comprar presentes para a minha mãe, meu pai e lá vem o panetone, de novo. Lá se foi meu planejamento, meu dia e mais um ano de vida.

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[ Imagem: reprodução ] 

Aprendi a parar alguns minutos do meus dia para agradecer, rezar, pedir, aceitar. Mesmo de olho no relógio, me faz bem esse tempo em paz. 2015 será de Check up da alma! Decidi isso no final do ano passado, quando me vi infeliz diante de tudo aquilo que um dia me fez feliz. Um ano para alinhar tudo aquilo que me faz bem. Um ano para arrancar de vez raízes do mal.

Não quero ter a sensação de não ter aproveitado meus dias, nem ter deixado que o relógio me engolisse e muito menos, deixar passar importantes momentos ao lado daqueles que amo. A alma me pede um tempo, ela também precisa respirar paz e não esse ritmo frenético.

Paz na calma, que toque a alma. Amém. Uma pequena frase que pode mudar o dia. Uma pequena calma, nas 24 – que mais parecem 16 – horas do dia. A meta para o final do dia é fazer um pequeno balanço e dizer: valeu a pena. A meta para o final de 2015 é fazer um grande balanço e dizer que valeu, com calma.

Bem lá no fundo, sabemos que é impossível viver só de caos, é preciso viver de alma, calma e coração. Que a gente seja equilíbrio quando faltar quase tudo.

Assinatura_Juju

Juliana Manzato
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Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

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