COMEÇOU? TERMINA.

Leia ouvindo: Chet Faker – Lesson in Patience

Não existe qualquer possibilidade de envolvimento. A lista de motivos é imensa. Sei lá, não gosto de mexer em time que está jogando bem. Instabilidade não é muito a minha cara. Gosto das coisas as claras.

Tá com vontade? Fala. Simples assim.

Naquela única vez, eu e ele demos brecha para a insanidade. O perigo tem lá seu sabor, provamos dele. Aquele dia eu tive certeza que foi a insanidade mais gostosa que provei. A vontade falou mais alto que a timidez. Pudera, não existia bebida facilitadora.

Você foi a minha descarga de adrenalina. A fantástica sensação de se sentir viva. Nunca o perigo havia me dado tanto prazer. Beleza nunca sustentou tesão, pelo contrário, atração carrega admiração. Admiração por você sempre foi forte.

A desculpa para assistir aquele jogo de futebol americano foi boa. Qual era o jogo mesmo? Nunca vamos saber. O que eu sei, é que havia desejo acumulado de ambas as partes para ser saciado.

Fotografia: Paulo Manzato Jr.

Como bons irresponsáveis que somos não mensuramos riscos. O ápice pode se tornar declínio pelos mais óbvios motivos. Éramos o êxtase no final da festa. Uma mistura louca de “já são quatro da manhã” com “tenho reunião amanhã”. O risco era justamente esse, a despedida.

Na teoria parecia simples. Começou? Termina. Conseguimos dificultar e ao invés de terminar, postergamos. Intensificamos também. A boa e velha prática do banho-maria.

Se recomeçar, sem banho-maria, termina! Combinado?

Juliana Manzato
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Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

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