COMO VAI SER DAQUI PRA FRENTE?

Leia ouvindo: Pearl Jam – Just Breathe

Faz mais ou menos dois meses que o mundo mudou, e exigiu que mudássemos drasticamente nossa maneira de viver. Sentimos a mudança de diversas formas, sem exceção. A porta ficou ainda mais escancarada, ainda falta muito para melhorarmos como pessoas, e como sociedade.

Não é apenas sobre o vírus, a pandemia, a mídia, o governo, tão pouco sobre seu posicionamento político, é sobre consciência de classe, e principalmente o seu despertar para tal consciência.

Consciência de classe é o ponto inicial para encontrar uma resposta plausível para a pergunta lá de cima. Levando em consideração que a natureza do planeta vai continuar sendo viva e abundante sem nossa interferência, todas as quarentenas ao redor do mundo já confirmaram, mas, como vai ser daqui para frente para nós, seres humanos?

Fotografia: Juliana Manzato

As redes sociais estão abarrotadas de previsões futuras, questionamentos, opiniões e compartilhamentos. Existe gente otimista, pessimista, equivocada, ultrapassada, moderna, moderna até demais, isentona e até passando vergonha. São diversos pontos de vista. Qual seria o certo? Mas e ai, será que existe o certo e o errado?

Apontar os pontos de vista alheios não deixa de ser mais um exercício de olhar para dentro. Todas as questões que estão vindo à tona nesse período de recolhimento são válidas. Eis a vulnerabilidade nua e crua, sendo uma ferramenta e tanto para a construção de um futuro melhor, para nós – e consequentemente para os outros.

Se mesmo com tantos privilégios você ainda se sente vulnerável, imagina como esse período não está sendo para quem é vulnerável de fato, não só no sentimento, mas em todo o contexto social existente.

O vírus não veio para promover a igualdade social, como uma influenciadora ai disse, ele veio para apresentar nossa mediocridade como cidadãos e nosso egoísmo como seres humanos.

Ninguém sabe ao certo como vai ser daqui para frente, a única coisa que ficou bem clara é que não dá mais para voltarmos ao que éramos antes. O mundo de meses atrás não nos cabe mais.

E dessa vez não é como na moda, onde existem trocas de coleção e looks “tem que ter” que, ironicamente, deixam de existir em meses. Dessa vez a gente tem que olhar para dentro e perceber tudo aquilo que não podemos mais aturar como seres humanos. Isso inclui atitudes, consumo e valores.

Juliana Manzato
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Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

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