COOL | ONE DAY AT A TIME

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Leia ouvindo: Rihanna – Only Girl 

Que o brasileiro sempre gostou de uma novela nunca foi novidade. Não sei você, mas adoro um filme, uma série e um livro! Consumo muito, mas muito mesmo (!), os mais variados tipos, desde séries ruins e infantis até aquelas que arrastam multidões.

Como está chegando sábado, decidi compartilhar um pouco do meu garimpo nos canais de Streaming que temos disponível por aí. A dica é de uma série que infelizmente foi cancelada mas tem três temporadas rodando na Netflix ( <3 ).

Se você tem a mesma sorte que eu, de ter assistido One Day at Time, já pode me contar sua opinião ali nos comentários, a minha vocês já sabem: acho incrível!

A série levanta muitas questões como: sair do armário para a família, stress pós traumático, alcoolismo, machismo e religião, questões que já são complicadas na vida real, imagina abordar em uma série de humor? Pois bem, o roteiro tem ótimas sacadas, apesar da linha tênue dos temas. Se tivessem incluído futebol dentro dos temas, poderíamos considerar One Day at a time a série que tem tudo o que nossos pais sempre alertaram para não conversar na mesa do bar.

Com suavidade, riso e às vezes até ranço, vamos conhecendo aos poucos a família cubana/americana com foco na mãe solteira Penelope Alvarez. Penelope foi enfermeira no exército americano, divorciada de um marido que desenvolveu problemas com álcool por conta de estresse pós-traumático de seu tempo no Exército, ela também enfrenta o mesmo problema na série, mas em cima do salto alto e fazendo muita terapia.

Mas Penelope, não seria uma personagem tão boa, se não fosse por sua mãe, Abuelita Lydia, que na minha opinião, a série vale a pena mesmo por conta dela. Abuelita Lydia é refugiada, deixou Cuba ainda adolescente após a ascensão de Fidel Castro ao poder. Uma personagem de muito empoderamento que mescla aquela dubiedade que dança entre conceitos machistas e feministas ao mesmo tempo.

É também de Abuelita Lydia as melhores cenas como: “Havana, 1962. Eu vim para cá quando era criança, fugindo de um regime opressor e trazendo apenas meu charme natural e minhas pernas perfeitas”.

Uma série que não pode passar em branco por conta do roteiro impecável e, principalmente, por mostrar de forma leve e didática tantas questões que temos que aprender em nosso momento de mundo atual.

Espero que gostem! 😉

Ah, tem playlist no spotify! Cheia de músicas latinas bem gostosas de ouvir.

Luiza Pellicani

Jornalista que perdeu o filtro quando nasceu. Fala e faz o que dá na cabeça. É apaixonada por jornalismo, escrita, música, vida e por pessoas. Balada é comigo. Cinema é comigo. Netflix é comigo. Família é comigo. Nos amores, aproveite, as coisas podem mudar. E não esqueça, máxima do 8 ou 80 não funciona comigo.
Luiza Pellicani

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