Coração Miúdo

Optei pelo miúdo, pois tinha uma rotina para fazer. Nunca é fácil lidar com o coração miúdo em meio ao dia-dia.

Quem vê o meu sorriso largo, não imagina que por inúmeras vezes aqui dentro não tinha alegria, era só miudeza. Sinceramente eu prefiro assim, ninguém precisa saber do quê a gente sente. Se elas realmente quisessem sentir, com toda certeza não invejariam o sorriso largo.

Existem coisas que a gente não precisa expor, é melhor ficar guardado na parte para dentro até tomar um rumo certo. O mundo te cobra por tudo, a gente se cobra pelo mundo. Em meio há recalques, brigas desnecessárias, números, sucesso alheio, fracasso também, aff, o que realmente importa?

A pressão é grande e por vezes, o coração miúdo está ali e a gente não percebe. Ganhamos insônia, dor de cabeça, gastrite, preocupação e ansiedade, mas amor que é bom, a gente tenta encontrar na tela do celular ou em gente que nunca viu, mas que distribuiu corações nas nossas fotos do instagram, ou “likes” daqueles amigos de facebook. Em meio à tudo isso, esquecemos que coração grande e amor a gente encontra no abraço da mãe, na ligação do amigo, no resultado de um trabalho e dedicação de anos.

O clichê do amor é aplicado à corações miúdos. Amor a gente constrói, vida e sucesso também.

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De uns tempos para cá, a minha reflexão sobre a vida mudou. O quê realmente importa? O quê eu quero? Qual é a prioridade? E quando caí em mim, me vi ansiosa por nada, com o coração miúdo por menos ainda. Não quero movimentar minha vida me baseando em ego, sucesso e dinheiro, acho que tudo isso é muito relativo e o pior, caminho sem volta.

O meu movimento de vida é o do pé no chão, coração grande e amor. Percebi que a minha vida sem essas três coisas não faz sentido, e posso ser sincera? Nunca fui tão feliz. Não existe segredo, fórmula, certo ou errado, a gente tem é que sentir paz e estar confortável com a gente mesmo.

Não julgo quem se perdeu no meio de tantos corações miúdos, nem quem tenta forçar um estilo de vida que não tem, muito menos em quem acredita que o sucesso está ligado à uma conta bancária gorda ou ter bens. Acho que cada um tem que levar a vida que achar melhor para si, sem frustração ou infelicidade.

A gente, olha muito para a grama do outro e esqueça da nossa. Ao invés de cultivar exemplos, cultivamos a inveja de querer ser como o outro, de ter o quê o outro tem, de fazer como o outro faz, como se isso fizesse com quê a nossa vida chegue bem próxima a dele. Erramos feio. Bonito seria a gente ser humilde o suficiente para aprender a cultivar a nossa grama como a do outro, não como inveja e “prova” para ser melhor do quê ninguém, mas como aprendizado. A gente quebra a cara tantas e tantas vezes por um motivo bem simples, humildade.

Que os nossos corações miúdos se tornem grandes corações de muito aprendizado. Ser um pouquinho melhor por dia, deveria entrar na nossa lista de prioridades, mas um dia… um dia a gente chega lá. Que a gente aprenda um pouco mais, ame todo dia e coloca os pés no chão para seguir o nosso caminho. Quando a gente passa a ser vento, aceita estar em lugares e situações que talvez fossem melhor esclarecidas se fossemos chão, pés no chão.

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Juliana Manzato
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Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

4 comentários em “Coração Miúdo

  1. Julianaa, estou amando os textos, me perco nesse blog maravilhoso! Te desejo muito sucesso, você vai longe, parabéns!

    1. Oi Taila, tudo bem?

      Que delícia de recadinho! Fico muito feliz em saber disso viu? Obrigada mesmo pelo carinho e pela torcida!

      Beijos 🙂

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