DEFINIÇÕES DE UM TEMPO SEU

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Leia ouvindo: Spice Girls – Wannabe

Escolheu dar um tempo para sigo mesma. Aproveitar os domingos enrolada ao edredom com companhia apenas de sua taça de vinho ou seu chocolate quente. Não queria pensar em relacionamentos ou em nomes que surgem em aplicativos de mensagem demandando sua atenção.

Mas o mundo e o corpo tem urgências que muitas vezes nem sempre andam alinhados com os desejos do cérebro. Há tempos que o cérebro quer calma, o corpo quer contato e o mundo exige um relacionamento.

Um tempo para si, leva a refletir e muito. A mulher do agora não é um ser amargo por conta dos vinhos lilac que bebeu no passado, a mulher de agora não deseja entrar na vida de ninguém até conhecer bem a si própria.

Quer apenas sair de todas as vidas, como se fosse possível, e quer um tempo para si mesma para se descobrir como pessoa, como mulher, como um ser individual.

Ela se doou demais ao mundo e se lembrou de uma música que não tocava mais há muito tempo. Aquela música do se amar, se deixar inspirar e dançar na leveza do vento.

De tempos em tempos se deixa levar pelo tesão e pela vontade de esquecer a solidão, a quem conferiu status de melhor amiga e conselheira.

Na solidão que a gente descobre que acordar todos os dias e arrumar a nossa própria cama não é para agradar ninguém apenas para agradar nós mesmos.

É na solidão também que a gente entende a nossas necessidades de lavar louça, pelo prazer de vida linda. É na solidão que ela conhece sua identidade.

É muito engraçado como a gente se perde e esquece de fazer carinho em si. Em um sorriso no espelho, no cumprimento de uma meta.
O autoconhecimento e o seu descobrimento é importante para gente se entender como uma pessoa sozinha antes da gente dar o nosso amor.

A gente precisa entender até onde é o nosso limite, até onde a gente se doou por amor, até onde a gente se doa por paciência, até onde a gente caminhou ao lado de qualquer pessoa e até nossas condutas com o resto do mundo.

Se gostava de alguém para tentar separar um pouco dessa questão de solidão/tesão/amor porque às vezes o cérebro precisa de uma coisa, o corpo precisa de outro, a sociedade outra.

Depois dos 30 anos há uma cobrança pela relacionar e essas questões são mais questões da sociedade do que da gente, da nossa alma.

Luiza Pellicani
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