Delírios.

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por Mel Lüdeman

Foto: Reprodução

Estava frio como nunca, a neblina encobria o horizonte e o vento cortava a pele de quem ousasse desafiá-lo. 

Chegou em casa tarde, como de costume e abriu seu vinho favorito comprado na noite anterior e caminhou até o banheiro onde, em sua banheira, sentiu o prazer que a água quente proporcionava. 
Fechou os olhos e o viu chegando sem pressa, tirando-a para dançar, apenas com o olhar, como de costume, rodando sem parar até se encontrarem na paz de um abraço. 
Mas era um delírio. Nenhum dos dois gostaria de estar sozinho. Esta noite… E as próximas que estariam por vir. Sonhavam um com o outro, sem poder se encontrar, porque assim é mais fácil.

Mas nem sempre o mais fácil, era o mais feliz.
Paciência.
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