Dezembro maior

Dezembro chegou. Parece que foi ontem que era dezembro também.

Sugestionados que somos, quando começa o 12º mês sentimos um movimento em nosso interior meio que avaliando o que veio de bom e de não tão bom assim. E os possíveis porquês de cada coisa. Em nenhum dos 334 dias do ano pensar sobre si e sobre o que está em volta vem tão a calhar.

Será que se não houvesse dezembro – ou um simbólico fim –não iríamos refletir sobre nada? Mas isso é outra história.

Dezembro mal deu o ar da graça e cá estou assistindo o filme documentário Eu Maior. Repito: em nenhum dos 334 dias isso faria mais sentido. Eu Maior é uma fonte abundante para quem quer matar a sede de pensar. Líderes espirituais, intelectuais, atletas, cientistas, médicos e cada um, em sua perspectiva, fala da importância do autoconhecimento e da nossa eterna (e por vezes frustrada) busca pela felicidade.

Foto: reprodução.
Foto: reprodução.

Como já devíamos saber, não tem certo ou errado na felicidade. Cada um a entende como bem entende. Mas isso não significa que não possamos conhecer suas diferentes versões. E também não significa que não possamos mudar nossa percepção sobre ela. Minha felicidade com 10 anos era uma, hoje é outra e, provavelmente com 30, 40, 50… Vai ser uma outra.

O jeito de descobrir para mim é um só: questione-se. Cesse algumas dúvidas que são abafadas lá no fundo da nossa consciência por um pano chamado medo. Acredito ser fundamental para saber qual ou quais são as felicidades (deve ser no plural mesmo!) que, de fato, irão nos deixar felizes genuinamente. Nós pregamos peças para nossa própria felicidade quando nos espelhamos em pessoas erradas, ignoramos nossos sentimentos, almejamos a vida alheia como se fosse melhor do que a que vivemos, ou quando esperamos sentados por migalhas de alegrias.
O boicote, às vezes, ganha no grito.

A questão é que dezembro está aí para gente calar a boca do que nos ensurdece. E que se houver grito, que seja somente o que faça de você maior.

 

 

P.S: Só para constar, minha entrevista preferida no documentário é do filósofo e doutor em Educação, Mário Sérgio Cortella, que sabiamente diz: “Felicidade não é um estado contínuo (…) se fosse marcada pela perenidade, seria impossível. Afinal de contas, nós só temos a noção de felicidade pela carência. Se eu tivesse a felicidade como algo contínuo, eu não a perceberia”.

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