Dia (a dia) de princesa

É Dia das Crianças e eu estou assistindo à programação especial. Na TV, Aladdin. Parei para ver. A história todo mundo conhece, o ladrão que se apaixona pela filha do sultão e, com a ajuda do gênio da lâmpada, se transforma em príncipe para conquistá-la. Tem o macaco, o tapete mágico, o tigre, mas é normal que nossos olhos se voltem para aquela que a maioria de nós, mulheres, se projeta: a princesa.
Cinderela, Bela, Princesa Aurora e Branca de Neve que me desculpem, mas Jasmin me ganhou nessa. Ela não espera um beijo encantado para despertar, nem que lhe tragam um sapato de cristal para experimentar, nem cai no papo da velha que vende maçãs. Jasmin está lá disposta a brigar pelo o que acha melhor para ela, a falar mais alto para não decidirem por ela, a arriscar um passeio de tapete mágico no meio da noite e a romper com as convenções que antes eram intrasponíveis.
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[ Imagem: reprodução ] 
Parece ser osso duro, mas carrega a doçura de quem quer ser feliz com a pessoa que ela acha digna de estar ao seu lado, não simplesmente por ter alguém. Acho que não é à toa, que, ao invés de ela ter amizade com todos os animais da floresta, ela tem seu fiel tigre. Um amigo à altura de sua coragem.
Sabe, já que os contos de fadas são feitos pra gente sonhar e acreditar sempre que existe um final feliz, por mais improvável que ele seja, que possamos capturar nas nossas projeções aquilo que realmente vai fazer a diferença aqui, na nossa vida que não tem nada de realeza. É real todo dia que a gente acorda, sem beijo de príncipe, e se veste para ir atrás daquilo que acreditamos ser o melhor para nossa felicidade.
Jasmim é flor com perfume adocicado. Além do aroma, suas folhas têm propriedades para diminuir a ansiedade, a angústia e a tristeza, sentimentos que certamente nos impedem de sermos condutoras de nossas escolhas, deixando-as a mercê das escolhas alheias.
Se quando você era criança, adorava as princesas, hoje, mulher crescida, uma boa notícia: você ainda pode acreditar que elas existem. Elas não vivem em castelos, estão nas ruas, nos escritórios, nos bares, vivendo. Não querem final feliz, querem saber do “feliz”.
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