Dois protagonistas, muitos enredos

Leia ouvindo: John Mayer – Waiting On The World To Change

Isso não pode ser amor de verdade. Foi o que ele ouviu quando contou sobre o início do nosso namoro para um colega de trabalho. Foi assim, de bate e pronto, que o comentário veio. A seco. Sem meias palavras. Ele não retrucou. Não precisava. Não faria sentido explicar algo que quem está de fora não consegue entender. Ele sabe que é. Eu sei que é. E é isso que importa.

Foi um abadá que nos uniu. Foi um Carnaval que nos colocou frente a frente. Foi na folia que a gente se apaixonou. Não teria lugar mais propício, certo? Para nós, o lugar mais romântico do mundo. Foi eu quem tomei a iniciativa. Alguma coisa de errado nisso? Espero que não. E, pouco mais de um mês depois, estávamos namorando. Mais uma vez, fui eu a dizer primeiro. Em menos de dois anos juntos, casamos e viemos morar na Alemanha. (Dessa vez, o crédito é todo dele). Tudo muito rápido. Tudo muito intenso. Tudo como nós queríamos que fosse. Sem tirar, nem por.

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[ Imagem: reprodução ] 

Loucura? Loucura e amor. Tem combinação melhor? Acho que não. As pessoas se assustam com nossa praticidade. A gente se diverte com ela. Desde que nossas escovas de dente se juntaram do lado de cá do Atlântico, nós só temos a certeza de que esse amor é nosso e, sendo assim, é verdadeiro. Cada um sabe como é o seu. De fora, fica difícil ler.

Nesse caso, o colega de trabalho que comentou a história é um indiano. Por questões culturais e religiosas, que não estão em discussão, tem uma outra visão sobre homem e mulher, relacionamentos e afins. Sem problemas. Talvez para ele seja realmente difícil entender como um casamento pode surgir entre confetes e serpentinas. Talvez seja difícil para muita gente entender isso. O colega pediu desculpas depois. Mais uma vez, não tem problema para nós. Histórias de amor não têm uma forma, um molde, nem cenário pré-montado. Não têm tempo definido, nem infinito. Elas têm apenas dois protagonistas, e muitos enredos.

Assinatura Lívia

[ A Lívia também tem um blog, Em cima do Muro. ]

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admin

Um comentário em “Dois protagonistas, muitos enredos

  1. Amei!
    Nada como uma verdadeira história de amor, repleta de alegrias, sonhos, esperanças e principalmente cumplicidade.

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