Ela chega

Leia ouvindo: Angus & Julia Stone – Get Home

Muito se fala sobre amor, outro tanto sobre relacionamento e mais ainda sobre felicidade. Essa última, para mim, a mais enigmática de todas. Por que a nossa busca eterna por ela? Por que querer se estabilizar no “para sempre”? Se agarrar a um sentimento que acaba, some, se perde, mas que buscamos, mais do que qualquer outro tesouro, ouro, prata ou bronze. É a corrida mais disputada da humanidade.

Felicidade é relativo. Está onde nós acreditamos e botamos a tal da fé. Acreditamos que seremos felizes ao lado de alguém, tendo dinheiro, viajando pelos quatro cantos do mundo, apostando todas as fichas em uma religião e principalmente, acreditando em um sentimento, que dizem, ser pleno.

Ninguém é feliz o tempo todo. Somos todos insatisfeitos com aquilo que nos é dado. Agradecemos sim, mas passado algum tempo precisamos de um novo motivo para ser feliz. É mais ou menos assim: quando pequenos, ganhamos um brinquedo desejado. Brincamos com ele até nos cansarmos e depois de termos sido felizes ali, por um período, nos sentimos insatisfeitos. Precisamos de um novo estímulo, um novo brinquedo, para novamente sermos felizes.

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[ Imagem: reprodução ] 

Isso não é um julgamento da felicidade, muito pelo contrário, é uma tentativa de entendimento. E depois de alguns bons anos batendo a cabeça, tentando desvendar aquilo que me fazia bem e feliz, eu entendi finalmente que a felicidade não vai embora, ela chega. Ela sempre chega, nós é que por vezes não percebemos.

A felicidade chega num abraço, num sorriso, num olhar, numa mão estendida, no nascimento de um filho, no marido quando chega do trabalho, na esposa quando chega do supermercado, no filho quando chega da escola, numa quantia de dinheiro esperada, numa viagem, enfim, felicidade tem destino, a nossa chegada. O brinquedo só perde a graça quando paramos de pensar na diversão que ele proporciona ou proporcionou. Falamos em descartável, mas se analisarmos a fundo, nada é. Tudo é retornável! O bem, o mal, a felicidade, o amor, a vida. Somos ciclos.

É impossível pensar em plenitude quando dependemos completamente do outro. Felicidade chega quando a gente permite. E se ela for embora é porque não era tão feliz assim. O bem só chega em coração aberto, o mal só age em coração fraco. Sejamos, portanto, fortes e completos, de nós mesmo.

Se tem uma coisa que eu aprendi é que felicidade é coisa de Deus, e se Deus está comigo, então sou eu. D-eu-s. Sim, ele está em uma palavra e você também está nela. Fé é Fé-licidade. E amor, é assim, repleto. Que seja sempre, feliz e contente. Amém.

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Juliana Manzato
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Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

Um comentário em “Ela chega

  1. Você conseguiu, num pequeno texto, simplificar o que afinal é a “tal” felicidade.
    A felicidade vem quando conseguimos enxergar o valor das pequenas coisas. Um “bom dia” de um desconhecido, se for visto com o valor que carrega, já é algo que nos faz feliz. E durante o resto do dia, se estivermos atentos, estaremos recebendo a felicidade de cada dia, bastando para isso: estarmos vivos!

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