Ela não era bar

Ela não era mulher para bar, buteco ou qualquer coisa do tipo, apesar de adorar sentar naqueles, bem de esquina, para tomar a cerveja muito mais gelada do que em bar de playboy. Ela era simples, mas sofisticada. Trazia com ela um algo a mais que eu não sei dizer.

Era o tipo de mulher que para ruas e restaurantes, que faz qualquer homem torcer o pescoço para olhar para trás pelo menos duas vezes. Um jeito raro. Talvez charme, borogodó, brilho próprio, ninguém sabe dizer. Mulher assim não precisa de salto, bolsa de grife, maquiagem ou cabelo arrumado. É bonita de si. Tão mais bonita do que aquela beleza comprada em salão.

A moça tinha gingado e um jeito de sorrir, que meu rapaz, encantava. Ela era mistério. Nunca vista com ninguém. Nunca beijada por marmanjos barbados. Volto a repetir, ela não era bar, buteco, balada ou uma saída qualquer. Ela era aquele tipo de mulher que a gente leva pro sítio para passar o final de semana ou convida para uma viagem inesperada. Era também a mulher de ver dormir, beijar ao acordar, ficar junto sem pensar. Tipo de mulher que o homem quer trazer para o cotidiano. Não pega no pé, não liga para o futebol com os amigos, não fica em cima. Mulher cheia de si.

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Não existe coisa mais bonita e sagrada do que mulher com sorriso no rosto, coração aberto e vida própria. Quando encontrar uma dessas, faça o possível para não ser um babaca banal ou um ciumento possessivo. Leve essa mulher para a sua vida, não para uma noite. Cuide dela, não apenas esteja com ela. Seja encantador no buteco ou no restaurante fino. Segura a onda, dê o ombro amigo, faça o possível para não deixar solta, aquela mulher que é bonita por ela e para ela. Segure com força e com cuidado para não quebrar. Mulher cheia de si é tão dona do nariz que pode levá-lo para onde quiser.

Por fim, entenda que ela nada tem de bar justamente por ser uma garota dia-dia, com cotidiano próprio, vestidos bonitos e coração pulsante. Lembre-se sempre, não basta ser bonita, é preciso ter alma. Não basta ter alma, é necessario ter calma. Não tem que ser como outra qualquer, ela precisa ser a sua garota.

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Juliana Manzato
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Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

6 comentários em “Ela não era bar

  1. Juzinha, você mais uma vez me fazendo ler tudo o que eu precisava depois de um dia tão cheio, tão foda.
    Obrigada por escrever tão bem, por saber colocar em palavras, pensamentos e valores que na maioria das vezes não conseguimos falar nem para o espelho.

    1. Meu amor!!!!!!

      Que delícia te ver por aqui <3
      Obrigada pelo apoio e carinho de sempre! Você é muito, muito, muito, muito especial.
      Espero que esteja tudo bem por ai.

      Super beijo!

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