Ele dizia palavras bonitas

Ele me dizia palavras bonitas enquanto segurava minha mão. Não sei ao certo, mas algo me prendia ali. Talvez fosse os olhos cor de jabuticaba, unido ao charme da barba a fazer e a pele bronzeada de sol. Ele era charme, canto, encanto.

Estávamos naquela fase do sem rótulos, bem, talvez não para mim. Eu queria ele ali, cuidando de mim, dormindo em casa nos finais de semanas e chamá-lo do clichê mais bonito do mundo, amor. Mas o problema, o problema é que ele era bom com palavras, o que por um tempo, confesso, foi suficiente.

Só que agora eu queria mais. Queria o moreno para mim, dividir um pouco a vida, traçar planos, ficar junto mesmo. Nunca entendi porque lábia boa e atitude não formam um combo interessante para boa parte dos homens. Não queria que ele me falasse apenas palavras bonitas, queria um homem ao meu lado. Gostaria de ver na prática tudo aquilo de mais bonito que era falado, ao pé do ouvido no momento a dois.

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Atitude fascina. É a cereja do bolo, a certeza do “eu te quero”, é a demonstração da escolha, o “me pega de jeito”, sejamos sinceros, conversa de madrugada, vida única, escolha a dois. Atitude é tudo o que a gente precisa quando as palavras só ficam bonitas.

Eu gostava dele, do papo e de toda a poesia. Ele era interessante, gostava do jeito que pegava na minha cintura e que falava comigo ao telefone, mas faltava um pouco mais de atitude, de querer, de entrar no mesmo ritmo de vida que eu.

Tem gente que só chega para ser palavra bonita, e tem gente que chega para mudar a vida. Não era o caso dele, nem de suas palavras. Era coisa de atitude.

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Juliana Manzato
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Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

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