Encontrando um conto de fadas | por Juliana Manzato

Dia ruim, mês ruim, ano ruim, vida ruim. Sim, reclamar não ajuda muito, mas vai ajudar na metodologia do alívio e, por um tempo, tudo vai parecer bom.

É nessas horas – quando tudo dá errado – que eu queria ser uma princesa de algum conto de fadas qualquer e saber que no final, tudo vai acabar bem…

Mas a vida, óbvio, está longe de ser um conto de fadas, diria que qualquer semelhança com uma novela mexicana, não é mera coincidência. É uma trapalhada só!

O emprego não é dos sonhos, o apartamento é pequeno demais, quase 25 anos e nada de comprar um apartamento. Viver sozinha, tá aí a graça da vida – e das festas! Comida congelada cai bem e a quantidade de Fernandos, Alejandros e Robertos da minha vida também. Aliás, isso não cai bem.

Tentativa de viver um conto de fadas: 928917371841684687984646764 mil.
Acreditar no príncipe: infinitas.

Cavalo branco e todas aqueles sonhos de menina, que a nossa querida mamãe cria e joga a responsabilidade para nós: infinitas ao cubo.

Cansei!

Esqueceram de avisar que o príncipe não é loiro – pelo contrário, moreno e com barriga de chopp – que o castelo é de areia e que no baile, esse mesmo príncipe, “pega geral”. E que no dia seguinte, além de tudo virar abóbora, a Bruxa Má, deu uma poção mágica ao príncipe: o chá de sumiço!

A princesa então, decidiu deixar o conto de fadas – ou novela mexicana – mais animados: arrumou um cavalo branco, um castelo, porém, surgiu então, um monstro! Princesa, cavalo branco, castelo? “Eu tô solteira e ninguém vai me segurar, daquele jeitooooo”.

A princesa decidiu então: administrar seu reino, decorar seu castelo, tomar as rédeas da própria vida e foi ser feliz.  Feliz em partes, ela ainda continua tendo dias ruins, acordando em castelos errados e tentando encontrar um Conto de Fadas, onde ela consiga ser feliz!

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