ENTRE LOOPINGS E CABELOS AO VENTO

Nesses dois meses que se parecem 2 anos (ou mais?), a gente já criou e aprofundou várias teorias e filosofias. Mudamos. Refletimos. Aprendemos. Doeu, mas quem cresce só com flores, não é mesmo? 

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Leia ouvindo: Edward Sharpe & The Magnetic Zeros – Home 

Quando algo nos tira a liberdade, assim, sem pedir liçenca, aí a gente vira o bicho. O ser humano é engraçado – é só dizer que algo é proibido e, pronto, tudo vira do avesso.
O que nos parecia incrível e digno da mais suprema liberdade há dois meses – ficar em casa, relaxar, maratonar, ouvir uma música ou simplesmente ficar de bobeira -, hoje já é motivo de intesas reflexões e rebeldias internas.
Pois é, o mundo parou. Desapertaram o botão do automático, frearam o trem, desligaram o som, …. O trem estava mais para montanha russa, desbravando algo desconhecido entre o caos e o êxtase, entre as risadas e os gritos, com loopings seguidos de emoções inéditas.
Nesses dois meses que se parecem 2 anos (ou mais?), a gente já criou e aprofundou várias teorias e filosofias. Mudamos. Refletimos. Aprendemos. Doeu, mas quem cresce só com flores, não é mesmo? 
Fotografia: Marília Granito
A montanha russa já não nos assusta (tanto). O vento gelado que sentimos nesses metros de altura é como se a gente tivesse um pouco daquela sensação de liberdade perdida e estivesse com os braços pro alto esperando a emoção da próxima curva. 
Cabelos ao vento não nos assustam mais, já não temos medo de estar a vários metros de altura diante do desconhecido. 
Ter o privilégio de estar diante dessa nova visão panorâmica, sentindo aquele frio na barriga, entre loopings de emoções, é algo que a gente definitavamente não vai abrir mais mão.
É para poucos.
Marilia Granito
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