ENTRE OBJETIVOS FALHOS PARA ENCONTRAR A FELICIDADE

Leia ouvindo: The Chainsmokers – Don’t Say

A vida é uma constante busca entre objetivos falhos para encontrar a felicidade plena. Uma felicidade que por conta das casualidades da rotina mundana não é fácil de ser alcançada.

O sorriso no rosto que emoldura a alma, em cinco segundos pode ser absorvido por uma tristeza sem fim. Seja por conta de uma notícia ou por conta de um ato, ou por conta de nós mesmos.

A vida passa como um flash, um segundo vivido não pode ser revivido, ele passou e nada mais poderá se feito para que o segundo volte. Podemos ter nossos dejavús da vida, mas nunca mais reviveremos o que passou.

O que somos hoje é complexo demais. Somos o que somos por conta do nosso cérebro e nosso raciocínio, é que nos torna humanos. Nossa memória construída é que faz nós sermos como somos. O que somos está na fusão de vários fatores e o que somos pode mudar de acordo com os aprendizados da vida.

 

Fotografia: Paulo Manzato Jr.

Tentar viver tudo da forma mais vívida e verdadeira possível é o meu objetivo, tenho certeza que o seu também, mas nem todos conseguem. A sociedade vive pregando as condutas do nosso comportamento.

Não faça, não sinta, não se entregue, não seja.

Nessa inconstância vamos doando nossos segundos para aquilo que não importa, vivendo apenas para pagar as contas do mês, afogando as mentiras em um copo de gin tônica e sendo o mais superficial possível blindado às críticas alheias.

Quando saímos dessa máxima e estamos a margem da sociedade, temos que nos preparar para as críticas. Seja homem, seja mulher. Afinal, tudo o que está condicionado hoje para o ser humano, sem classificação de gênero. É crescer, estudar, arrumar um bom emprego que lhe ofereça condições de criar uma família, para o reinício do ciclo de crescer, estudar, arrumar o emprego, num giro tão constante e pouco espaço para se sobressaltar a isso.

Quando saímos desse trilho estamos sendo o que não se espera, e o que esperam da nossa geração é que possamos entregar exatamente o que a sociedade espera dos nossos esteriótipos.

Mas viver uma mentira, não é viver de verdade. É viver de pedaços remendados com muita terapia. É sofrer por não ter aquilo que seu coração verdadeiramente deseja. Seja na loucura do beijo roubado, seja de mãos dadas em um amor que perdura por tempos. Então, é melhor viver por rótulos, mas de modo verdadeiro, do que gastar a vida na marginalidade das ceitas do costume.

Dificuldades para a plenitude todos temos, a diferença é o posicionamento e a maturidade que vivemos cada empecilho. Alguns lutam por que acreditam ser possível dar certo, outros desistem no meio do caminho, mas outros lutam e caminham cantando para ter forças para chegar ao final.

Luiza Pellicani
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Luiza Pellicani

Jornalista que perdeu o filtro quando nasceu. Fala e faz o que dá na cabeça. É apaixonada por jornalismo, escrita, música, vida e por pessoas. Balada é comigo. Cinema é comigo. Netflix é comigo. Família é comigo. Nos amores, aproveite, as coisas podem mudar. E não esqueça, máxima do 8 ou 80 não funciona comigo.

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