Essas Oncinhas… Gostam ou não de um cavalheiro?

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Em tempos que o galanteio parece ter se perdido, o que essas oncinhas acham de um homem “cavalheiro”?

Segundo Michaelis, cavalheiro é um homem de boas ações, de boa sociedade e educação.  Assim podemos entender que o cavalheiro é alguém que tenha (entre outros atributos), um certo traquejo na arte da conquista, levando a paquera a um nível um pouco mais cuidadoso.
A banalização da paquera transforma em perda de tempo, levar dias (meses?) para um primeiro beijo, ao passo que, em uma balada, beija-se 5 na mesma noite (haja sharing de baba).
Por que perder tempo com uma noite inesquecível à luz de velas, champanhe e boa música, quando dá pra escolher entre um dos 5 da balada para uma rapidinha no banco de trás?  É uma estupidez esperar pelo telefonema no dia seguinte quando ambos, na bagunça do banco de trás, sequer trocaram números.
O cavalheirismo pede mais que isso – pede atenção e cuidado com a mulher.
Um cavalheiro não combina um encontro em algum lugar. Ele vai até a casa da mulher para pegá-la. Mas nem tudo é mundo encantado de magia. A estratégia é aprender onde ela mora e desfrutar da companhia e ótima conversa que terão até chegar no local combinado. O cavalheiro a espera do lado de fora do carro, abrindo e fechando a porta.
Ao chegar no restaurante (ou onde combinaram), normalmente ela descerá do carro antes que o homem vá abrir a porta (o serviço de valet  fará isso).
Um cavalheiro anda ligeiramente à frente da mulher para ver se não há obstáculos para ela: grades de bueiros, buracos, pedras, guias altas, etc. A mulher (duvido que não) estará de salto, então, quatro olhos veem melhor que dois.
Já dentro do local, com claridade, aí sim, o cavalheiro dá a frente à mulher, conduzindo-a até onde irão sentar-se. O cavalheiro puxará a cadeira para que ela se sente e SOMENTE irá para o seu lugar quando ela estiver acomodada.
Durante o jantar, o homem olhará para o rosto dela sempre que ela falar algo e não ficará disperso olhando ao redor. A atenção é dela e pra ela.
Na hora da conta, existe a eterna dúvida de quem pagará. A lógica é simples: é um jantar com colegas de trabalho? Não. É um jantar de negócios? Não. Então, é o homem quem paga a conta. Salvo a ocasião em que a mulher se sinta ofendida por algum motivo e faça questão de ajudar na conta, sob pena de criar um constrangimento (NOTA: nesse caso, duvido que haja um segundo encontro).
Na saída, o homem abre a porta do restaurante para ela passar – e se vier mais alguém atrás, espera todas as pessoas passarem (sabiam disso?). Se chover é bom que o cavalheiro tenha um guarda-chuva ou então, caminhe até onde está o carro para estacionar o mais próximo possível da mulher. Ela sempre deverá estar protegida. Se o tempo esfriar, o homem usará o seu blazer nos ombros dela.
Se forem caminhar, a mulher deverá ir do lado de dentro da calçada, pois assim, não corre o risco de ser atingida por objetos ou até mesmo água que porventura espirre, além de não ficar “exposta”na vitrine.
No caminho de volta, o cavalheiro relembra o quanto foi boa a companhia da mulher naquela noite e ao chegar na casa dela, ESPERE até que ela entre em casa, ou passe pela portaria do prédio. O cavalheiro certifica que ela chegou em segurança em casa.
E o ligar ou não ligar? E a regra dos cinco dias?  Sejamos coerentes, nos dias de hoje a correria do dia-a-dia consome a todos, então se torturar por uma ligação é imbecil. Se a noite foi agradável, o homem deve ligar e dizer o quanto foi gostoso os momentos que passaram juntos. Simples assim, sem dramas, sem crises.
Alguns podem dizer que são apenas as regras de etiqueta. Eu digo que não. O cavalheirismo tem suas regras próprias, que se fundem às da etiqueta.
E as oncinhas? Acham que isso é da época do tiozão aqui ou gostariam que um pouco de glamour passasse a fazer parte das suas aventuras?
Respondam lá embaixo.
Beijocas
Rubens Gualdieri 
PS da Ju : Homem cavalheiro é tudo de bom.
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18 Comments

  1. Bruno Padilha says

    Hm.. não sei quanto ao cavalheirismo e à etiqueta, mas eu me guio por um conceito muito mais subjetivo:

    Se eu me sinto bem fazendo algo, eu faço. Se eu não me sinto bem, não faço.

    Pode ser que eu abra a porta, pode ser que não. Pode ser que eu pague a conta, pode ser que não.

    Espero que minha companhia pense o mesmo, e não se sinta coagida a agir dessa ou daquela maneira só porque disseram que tem que ser assim.

  2. Caio Blumer says

    Pra mim cavalheirismo é a mesma coisa que o charme/elegância, você nasce com isso, não tem como comprar algo assim.

    É natural.

  3. Carlos Henrique says

    O importante é não esquecer que cavalheirismo continua após a primeira conquista, quando é casado, quando namora…

  4. Anonymous says

    Concordo com o Caio Blumer, cavalherismo nasce com a pessoa. Vai de cada um. No meu caso, acho que não, não namoro com um homem cavalheiro, e claro que isso vai bem mais além de pagar a conta. Uma mulher vai se lembrar muito mais se ele abriu a porta do carro pra ela, ou se se preocupou em deixá-la do lado de dentro da calçada do que se pagou a conta. Embora a gente queira homens assim, hoje em dia é mais difícil.

    cr.

  5. Mayra Carvalho says

    Não existe um modelo a ser seguido. Mas partindo do princípio que a mulher gosta de ser cuidada, protegida, trabalhou o dia inteiro, se arrumou só pra sair com o kara, está lá linda, sorridente, bem humorada mesmo que esteja cansada, fazendo boa cia. Acho que é o mínimo de elegância e de cortesia o kara ser cavalheiro.

  6. Mayra Carvalho says

    By the way, o Caio disse tudo. Vc nasce com isso! É questão de educação e orientação. Não pq deu a loka de fazer. Vc sair do seu prédio pra encontrar um kara, e ele estar na frente do carro te esperando com a porta aberta, pode ter certeza que faz TODA a diferença.

  7. @AninhaRuiz says

    Eu mudaria a pergunta…

    Será que existe homens assim?

  8. @HeitorBergantin says

    Desde que o cinema deixou de ser o que era – fonte de inspiração de bons modos para a sociedade, como os filmes de Woody Allen – a referência atual é pautada pela ficção, comportamentos inpensados, e relacionamentos fast.

    Oncinhas, antes de sair com um cara, conheça seu acervo musical e cinematográfico. Isso vai te prevenir não só desgosto, como a perda de tempo.

    Adorei aqui.
    Grandes chances de tornar-se um lugar favorito.
    Como naquele onde dá-se o primeiro beijo.

  9. Beto Lima says

    Acredito que independente de idades, o cavalheirismo é uma questão de educação, ou vc foi ensinado e aprendeu ou não, sorry. Eu fui, “apliquei” muito com minha esposa e ainda o faço com qualquer dama, mesmo aquelas que infelizmente não sabem se portar como tal, não espero que ela tenha aprendido, mas se aprendeu ou tem vontade de ainda aprender, ótimo para ambos. Até porque, não tenho mais paciência com gente mal educada :)D

  10. @Mladenyu says

    @heitorbergantin
    Discordo um pouco do que disse.
    O acervo musical e cinematrográfico é importante, mas não define a pessoa.

    Ser cavalheiro é questão de educação, se aprende em casa. E não só na vontade dos pais de ensinarem, mas dos pais praticarem. Podemos discordar, mas no fundo somos espelhos das atitudes dos nossos pais.

    A dica que deixo para as oncinhas é: observe como o cara é, como interage com as outras pessoas, como interage nas redes sociais (ta na moda hehe). Se ele joga papel no chão, não fala bom dia para porteiros, ou não agradece um favor(pequenos/grandes três exemplos), existe uma boa possibilidade que vc esteja saindo com um babaca.

  11. Adeline Araújo Matos says

    Ahhh, o cavalheirismo… ainda existem alguns “exemplares” de homens assim.
    Cavalheirismo pra mim, dentre outras características, é o que faz com que se queira encontrar novamente alguém, porque qual mulher não gosta de se sentir bem cuidada?
    Isso não depende de idade, depende muito mais de atitude e de perseverança para se tornar um “gentleman”, caso isso não tenha vindo no DNA do moço.
    E eu adoro os cavalheiros…

  12. Maria Clara says

    Ameiiiiii esse texto…com certeza sinto muita falta desse cavalheirismo todo. Um pouco disso seria ótimo nos tempos de hoje.
    Beijoss

  13. Rubens Gualdieri says

    A todos que passaram por aqui, muito obrigado pelos comentários.
    Em gerais: quando digo o cavalheirismo, com todos os cuidados, é claro que há situações e locais. Uma saída prosaica com uma amiga não vai exigir todo esse cuidado e nem ela vai se sentir bem com tanta cerimônia. Coloque junto as mulheres que simplesmente não gostam do dito cavalheirismo e pronto, a abordagem deverá ser outra. O ponto central que eu deixo é: não vamos permitir que a busca pela “igualdade” dos sexos, acabem por igualar o tratamento entre homens e mulheres. Somos diferentes, sim. Ponto.
    Quanto a pagar a conta, isso é a cereja do bolo, não o bolo. Uma regrinha básica, inclusive no mundo corporativo é: convidou, pagou – desde que isso não cause constrangimento, lógico.
    Finalizando, pego carona no comentário do Bruno: faça, apenas se sentir vontade. Seja natural. Se isso não está em você, não tente fazer um macaquinho andar na loja de louças. A vergonha será grande.
    Beijos a quem é de beijos e abraços a quem é de abraços.

  14. Flavia Galdino says

    é..como eu escutei um senhor falando: a escola do cavalheirismo foi fechada!

    beijosss

  15. Eduardo Mikail says

    Muito bom o texto. Cavalheirismo faz parte do caráter, formação e educação de homem, ou pelo menos deveria. Sendo assim, o homem que realmente é, não deixa de ser com o tempo em um relacionamento.

  16. Suzy Lima says

    Concordo com o Eduardo Mikail! Abraços.

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