Essas Oncinhas… Música pros olhos.

Antes de qualquer coisa, se você achar que já leu isso em algum lugar, é bem provável que tenha lido aqui. Ele é o pai da idéia e como a idéia é 75% da escrita, credito o desenvolvimento desse texto à essa sacada das Mulheres-Música – sem associações com as mulheres-frutas, uma analogia de péssimo gosto (eu acho, quem gosta, eu respeito).
Pra mim, as mulheres são música em movimento. O andar, a maneira de ajeitar os cabelos – curtos ou não – o olhar, o retoque no batom, tudo é feito dentro de uma melodia gostosa de se ver.

Aquela falsa (ou não?) modéstia quando são elogiadas, são os toques que iniciam uma melodia que colore o cinza dos dias. Impossível não se apaixonar.
O que pode se dizer da Mulher Tango? Que paixão é o seu nome. Tudo em uma mulher tango é feito dramaticamente, com movimentos largos, emotivos e ardentes. A mulher tango ama com a mesma intensidade que odeia. Seu olhar é penetrante, aceso, quente e dominador. Seu andar acompanha uma cadência hipnótica que traz o mais inocente olhar para seus pés sobre pés, passo por passo, subindo pelas pernas que se alternam entre o vigoroso e o delicado, acompanhando o pêndulo regular do rebolado, chegando, quase sem ar, ao colo que ora se escondem ora se escancaram em um misto de lascívia de desejo ou ameaça de imposição de distância. Sua boca se entreabre deixando à mostra seu batom marcante que pode muito bem significar queira-me ou deixa-me, sua respiração entrecortada confunde quem ousar se aproximar. Falta-lhe o ar ou finalmente ouvirá de seus lábios as voz sussurrada pedindo para que aquele momento seja eterno?
Para a mulher tango não existe morno. É frio ou gelado, é preto ou branco é desejo ou indiferença. Por isso a rosa é importante para ela. Significa o veludo das pétalas, se igualando à pele macia que aparece insinuada por suas roupas ou os espinhos que o homem que a desejar – e for homem para isso – terá de enfrentar para conquistar seu passional coração.
No outro extremo existe a mulher forró. Não se iludam, que de brega ela não tem nada. Uma aparente simplicidade, com um vestidinho delicado, uma sandália mais à vontade e geralmente é pequenininha, quase passando desapercebida pelos lugares, se não fosse seu perfume. Ah, a mulher forró tem um quê de agreste, de selvagem, uma atração que os homens não sabem explicar, até que alguém resolva se entregar a seus encantos. É quando descobre que por trás da simplicidade, existe um vulcão em plena atividade. Assim como no forró, é preciso se rápido para acompanhá-la. Ela vai, vem, de um lado, pro outro, passos curtos, precisos, e que enganam. Não é só isso que a mulher forró quer. O comum a cansa, ela precisa dos floreios, das voltinhas, do requebro, da insinuação. Só dentro do quadradinho, enjoa. É uma mulher que precisa de muita imaginação e iniciativa para aflorar. Ela faz tudo o que o homem quiser, contanto que ele saiba o que fazer. É quando ela se mostra, na coxa com coxa, no rebolado requebrado, no colo à mostra e no abraço apertado. Nas voltas que seu vestido sobe e fica à mostra toda sua beleza, ela aprova qualquer iniciativa que a tire da simplicidade do dia a dia. Mas se o homem quiser ficar só no frente – esquerdo – atrás – direito, ela também fica. Até a próxima dança. Até o próximo parceiro.
Eu poderia falar de todas as mulheres e de todas as músicas. O Caio tem as suas teorias e seu ponto de vista. Compare e veja se estamos no caminho certo. Assunto não falta, falta é espaço para tantas melodias e tantas inspirações.
E aí, qual música você é?
Ótimo texto do Rubens hein meninas?
Eu adorei, espero que vocês também…

Um beijo

Juliana Manzato

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