Essas Oncinhas… Precisam acreditar no amor.

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Amor para toda vida. Até que a morte os separe. Hoje não vou rir disso, não vou fazer pouco, nem escárnio, nem ironizar. Nada.
Hoje eu vou respeitar essa afirmação e repartir com vocês, uma história de 70 anos de relacionamento.
Você é daqueles que não acreditam no amor? Reveja seus conceitos.
Agora os nomes dos personagens não são importantes, mas creiam-me: são reais. Se quiser personificá-los, chame-os de Vozinhos. E essa história real – coisa rara de se ver – teve um final feliz.
Há pouco tempo os conheci e, sem querer, sem fazer força, fui gostando de um gostar assim que não se explica.
Ele muito alegre, bom anfitrião, piadista, brincalhão. Ela, mais contida, mais quietinha, observadora e diligente. E não é assim que os casais se dão bem? Não é nas diferenças que achamos nossas igualdades? Os opostos não se atraem? Nosso reflexo – idênticos a nós – por acaso, não é invertido, contrário?
Sim, é sendo diferente que nos complementamos.
A história desse casal, começou aos 14 anos. Namoro antigo, só pegue na mão, não veja o calcanhar.
Veio o casamento, a família, os netos, os bisnetos. Assistiram gerações nascendo e crescendo. Viram o ciclo da vida lhes mostrar o início e o fim do círculo, assim como quem diz que daqui nascemos, ali vivemos, dali voltamos, aqui morremos.
E a vida lhes foi farta e simpática.
Mas a vida, essa misteriosa, brincalhona, indiscreta, irônica e faceira arteira, decidiu que um ciclo deveria se fechar.
Ela foi embora, após 70 anos de relacionamento, no dia do aniversário dele.
Tristeza sem fim, em um dia que era pra ser pura festa.
Mas a vida continua, a força de todos apoiando ele, que não podia entregar os pontos.
E a vida continuou. Vieram os planos, as viagens, novos hábitos, novas aventuras. Por exato 60 dias, a vida tentou se reconstruir. Mas só durou 60 dias. Na mesma hora que ela se foi (?) ele passou a nos ver por outro prisma. Foi a saudade? Se sim, saudade de quem? Dele ou dela? Ele queria ela mais que tudo ou ela queria ele perto dela? Não importa agora. Por 60 dias, dentro de 70 anos, ele ficou sem ela e ela, sem ele.
Mas espere: eu disse que essa história tinha final feliz?
Sim, tchau Vózinha, tchau Vôzinho. O que antes era até que a morte os separe, agora é juntos para todo o sempre.
Beijocas.
Rubens
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2 Comments

  1. @AninhaRuiz says

    Quase me arrancou uma lágrima, linda demais essa história!

    =)

    Por essas e por outras eu digo que as vezes, posso duvidar do ser humano, mas no amor verdadeiro eu com certeza acredito!

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