EU E VOCÊ NUM VALE A PENA VER DE NOVO

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Leia ouvindo: Tulipa Ruiz – Só sei dançar com você

De repente, me vi boba novamente!

Não estou com pressa ou arriscando muitas fichas, só voltando de alma e coração aberto para um antigo amor. Mesmo assim, me vi perdida em um sentimento de muito carinho pela manhã.

Eu deitada na cama, envolta ao cheiro de roupa limpa, cheirinho de sabonete, perfume e tudo mais, misturado ao cheiro dele. As mãos se tocaram durante a noite por conta da nossa forma de dormir, cada um numa ponta da cama com os braços no lado contrário.

Despertei aos poucos, primeiro me perguntando se aquilo era realmente bom e aconchegante, depois sentindo sua presença vibrante que me despertou os sentidos, dando vontade de, novamente, me embriagar no seu abraço.

As mãos despretensiosas tocando minha cintura e aquela harmonia de sentimentos entre nós. Só aquilo era importante, nada mais importava.

Fotografia: Juliana Manzato

Fechei os olhos e viajei por sensações que há tempos não tinha, de confiar em alguém e poder dividir um pouco da minha vida. Olhar dentro da pupila e tentar achar a alma. De conhecer por dentro, de tocar o íntimo.

Voltei a me embrulhar no conforto da cama e do edredon. Em pé falando qualquer coisa que não me ative, admirei sua imagem desenhada pelas cores da manhã, imaginando quando seus machucados vão sumir e os meus também.

Foquei a visão na luz e vi seu corpo todo desenhado. Tantas histórias no passado que não deram certo pra gente. Tantas horas de telefone e estrada. Outras pessoas nos cativaram nesse meio tempo. Suspirei.

O suspiro me trouxe medo, já me senti assim e o resultado foi apenas expectativas, um amor platônico e desilusão por aquela mesma figura na minha frente.

Voltei pra terra com medo, segurei o edredon como alguém que busca se segurar durante uma queda em busca de um pouco de equilíbrio, e sorri. Medo, carinho, desenho, sonhos e tanta coisa juntas vieram no mesmo momento.

Quer saber? Vou viver mais uma vez momentos especiais e enquanto durar quero apenas ser feliz.

Luiza Pellicani

Jornalista que perdeu o filtro quando nasceu. Fala e faz o que dá na cabeça. É apaixonada por jornalismo, escrita, música, vida e por pessoas. Balada é comigo. Cinema é comigo. Netflix é comigo. Família é comigo. Nos amores, aproveite, as coisas podem mudar. E não esqueça, máxima do 8 ou 80 não funciona comigo.
Luiza Pellicani

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