EU SEI O QUE QUERO, E VOCÊ?

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Leia ouvindo: Rag’n’Bone Man – Human

Vai lá e fala tudo o que está engasgado na garganta. Prefira beber do cálice da certeza do que do cálice da dúvida.

Tenha ao seu lado apenas quem queira ficar e não quem queira tentar, por entender que você pode ser a mulher da vida. Aquela com quem casaria, teria filhos e uma vida próspera.

Tenha ao seu lado alguém que doa seus minutos sem se massacrar, sentir culpa e pensamentos perdidos. Que olhe para frente e deixe o passado adormecido.

Fotografia: Juliana Manzato

O passado dói, principalmente quando revisitado de tempos em tempos. São lembranças de beijos doces suavemente amargados com o passar das dores.

São sonhos de plumas de um tempo de desperdícios que poderiam ter seu fim mais cedo, mas teimamos em lutar e deixar tardio.

Teimamos por reconhecer.

Teimamos por não deixar o conformismo do cotidiano a nos levar mais adiante.

Me cobre pelas minhas dúvidas, mas não renegue a história construída com algumas sutis – e outras agressivas – visões da vida.

A sua raiva vai enlaçar as suas falhas e suas tentativas serão duras pedras rateadas no vazio da cegueira que não te deixa enxergar.

Cobranças e mais cobranças. A vida é feito disso.

A cobrança do abrir os olhos. A cobrança dos minutos que passam para as tarefas diárias. A cobrança pela existência. A cobrança do cair e do levantar. A cobrança do amar e do tentar entender se seguimos em frente, juntos.

A vida ao mesmo tempo que te segura é a primeira a taxar seus erros, a primeira a te informar os avisos que foram dados.

Como se nada daquilo vivido tivesse uma solução e fosse informado uma necessidade de posicionamento para tudo.

Ele vai vazar entre os dedos. Ele vai sumir como se tivesse furtado a capa de invisibilidade do Harry Potter. Mas quando mais uma vez voltar, encontrará o vazio. Não por conta dos alertas de outros, não por conta de comentários, mas por aquilo que ele próprio constituiu.

Nesse momento, não haverá mais para onde fugir, além de mais uma vez manchar sua história de suas faltas de tentativa e entregar.

Já eu, eu me entreguei. Pulei em rumo a felicidade, vai… mais cai em pé. Ele que desceu pela escada e terminou caído como criança e ainda sem entender nada.

Luiza Pellicani

Jornalista que perdeu o filtro quando nasceu. Fala e faz o que dá na cabeça. É apaixonada por jornalismo, escrita, música, vida e por pessoas. Balada é comigo. Cinema é comigo. Netflix é comigo. Família é comigo. Nos amores, aproveite, as coisas podem mudar. E não esqueça, máxima do 8 ou 80 não funciona comigo.
Luiza Pellicani

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