Existe fórmula para isso?

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Por Bianca Ferreira

Quando pensava em alguém, só pensava nele. Lucas. 1,88m, olhos castanhos, um corpo normal, sem músculos extremamente sobressalentes, nada mais que o suficiente para o delírio de Joana. Tudo o que ela mais queria mesmo era poder bagunçar aqueles cabelos castanhos claros – com alguns fios grisalhos até.

Joana desejava Lucas desde os tempos de colégio, quando ele estava cursando duas séries acima da dela. Aquela paixão platônica que toda menininha da oitava série já alimentou por um menino mais velho e popular. Não que o próprio Lucas fosse popular, ele era conhecido na medida certa, nem muito, nem pouco. Vários amigos, algumas admiradoras.

Lucas é aquele tipo de beleza que não é obvio a qualquer olhar, apesar de notório o sucesso que faz. Joana acreditava que muito de sua beleza estava no jeito despreocupado como andava, em como seus olhinhos fechavam quando ria e enrugavam nos cantinhos, no sorriso mais que encantador com aquela quantidade incrível de dentes branquinhos, branquinhos.

Coincidência é palavra pouca para definir o que aconteceria na vida deles. Anos depois, ambos já formados na faculdade, Joana e Lucas se reencontrariam em um churrasco. Na casa de sua família. Como assim? Guilherme, irmão dela, estava namorando Tina, irmã dele. Irmã do objeto de desejo de Joana. Daquele que não deixou de fazê-la delirar. Lucas estava na sua frente, crescido, másculo, homem. Mais gostoso do que nunca.

Um dia agradável entre família e amigos, muita caipirinha e cerveja, algumas piadas e gente embriagada fazendo tudo soar muito engraçado e/ou dramático. Por volta das 17h, chuva. Chuva forte que fez todo mundo sair correndo para a área coberta da chácara. Distraída, Joana voltou do banheiro e reparou que não havia mais ninguém ali, exceto por um corpo de geometria conhecida. Virado de costas, mostrava que estava todo molhado, com a roupa colando ao corpo e evidenciando tudo o que havia por baixo.

Quando Lucas virou de frente, Joana tremeu. Ele estava mais irresistível do que nunca. Com aqueles cabelos molhados e pingando, aquela risada nervosa de quem diz “e agora?”. Joana não conseguiu segurar o impulso e jogou-se aos braços dele, dando um longo e suculento beijo. “Quanto tempo esperei!”

Lucas respondeu ao beijo com entusiasmo. Agarrou-a pela cintura, apertou-a mais perto de si e seguiu subindo a mão por todo seu corpo, até agarrar seu cabelo e a fazer respirar mais ofegante. Vararam todos os objetos que ainda restavam na mesa e ali deitaram, entrelaçando-se num ato de amor e desejo.

Quando chegaria ao ápice daquele momento, sentiu alguém cutucar seu braço. Sem entender de onde vinha aquele “cutucão”, deixou para lá e continuou, mas a pessoa era insistente. Ao abrir os olhos, deu de cara com Guilherme, seu irmão. Estava deitada no sofá da sala com a televisão ligada. Lucas não estava por perto. Acordou para a realidade e se deu conta. Sonhou.

Sonhos… Existe fórmula para trazê-los para a realidade??

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