Hoje, amanhã… tanto faz!

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Hoje é véspera de feriado, não precisamos levantar cedo. Faça um pouco mais de preguiça na cama que hoje eu preparo o café. Quando eu trouxer na cama, quero ver sua cara de sono, descabelada, natural. E você não imagina como fica linda assim: sendo você.

Enquanto tomamos o café, podemos falar sobre nada, sobre tudo, mas acima de tudo, falaremos. Gosto de ouvir sua voz, gosto de ver como gesticula quando está empolgada, gosto do seu jeito. Sem mudar nada.

Após o café vamos fazer mais preguiça. Ou não. Vamos tomar um banho. Ou não. Vamos sair. Ou não. Só não vamos nos prender a tarefas que nos consumam, porque hoje, o dia é meu e seu. Sem telefones, sem computadores, sem internet.

Eu faço o almoço, você abre o vinho. Mas quero beber de uma taça só, pois quero dividir tudo com você, quero sentir seu gosto em cada gole. Quero ver você bebendo e como olha pra mim quando faz isso, com um quê de menina levada, como se estivesse fazendo algo errado. Nessa hora eu posso te beijar. Ou não.

Depois do almoço quero me dedicar a beijar suas costas e massagear seu corpo. E seu ego. E ficaremos assim, eu somente de você e você somente minha, a tarde toda, a cada minuto.
Gosto de sentir seu cheiro, gosto de fazer você rir, gosto de ver como você é desajeitada até para mudar o canal da tv. Gosto de ver como se irrita com isso e gosto de te acalmar quando está irritada, ainda que seja por bobeira, ainda que seja uma irritação de quem, no fundo, só quer dengo e beijos gratuitos.

E à noite, vou fazê-la dormir, quero ficar olhando como faz ninho com o travesseiro e repetiremos tudo de novo.

Depois, sempre haverá uma segunda-feira com suas obrigações e suas chatices. O nosso mundo particular ficará de lado, pra nos entregarmos ao mundo de todo mundo.

Até quando ficaremos juntos? Para sempre. Ou não. Ninguém nunca disse que será eterno e, talvez por isso, temos que valorizar todos os minutos que estamos juntos.

Este é o exercício de amar e talvez, de viver: sentir o agora com a intensidade que a vida permite, sem saber como será o depois. E fazer isso sem apego ou neuroses, apenas praticando a difícil arte de fazer o outro feliz, sem saber se terá amanhã. E se o amanhã não existir, que isso seja uma parte da bagagem e não o peso da bagagem.

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2 Comments

  1. Bianca says

    Que DELÍCIA de texto.
    E a vontade disso tudo?

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