Hora de separar os meninos dos homens!

Leia ouvindo: Rupert Holmes – Escape (The Piña Colada Song)

Era o finzinho de uma fria noite de quinta-feira. Eu e alguns amigos reunidos em volta de uma mesinha de bar, falando sobre a vida e bebendo uma cerveja que, na altura do campeonato, já nem estava tão boa assim. Pouco a pouco, as meninas que me faziam companhia foram preferindo voltar para as suas casas e, quando menos percebi, sobravam na mesma somente eu e 4 dos melhores exemplares de amigos homens que já tive! Os meninos falavam sobre amenidades, havíamos passado por problemas sérios no trabalho naquela semana e esse assunto deu muito o que falar. Mas foi aí que eu reconheci a divina oportunidade de entender um pouco mais sobre a mente insana do homem moderno.

Arrisquei! “Qual é o meu problema?”, perguntei. Todos pararam o que estavam fazendo e numa dramática cena me olharam com se eu fosse um ET. Expliquei com mais cuidado: “isso aí, gente! O que tem de errado comigo? Porque os homens fogem de mim, arrumam desculpas depois de um tempo que estamos saindo? Qual o meu problema…?”

Risadas! Muitas risadas mesmo! Eles não se aguentaram e gargalharam como se eu tivesse contado a piada do século. Não esbocei reação. Na verdade, aquela dúvida por ser tão real, precisava ser levada a sério. Eu queria mesmo entender quais dois pés esquerdos que eu tinha. Depois de um tempo, eles notaram o meu descontentamento e foram silenciando. Um deles, talvez o mais direto, logo respondeu que eu não tinha problema algum, que era melhor parar de ser besta. Disse que provavelmente eu só não tinha encontrado um cara ‘da hora’ de verdade. Mas aquela justificativa não me convenceu! A conversa mudou de rumo, ficou mais honesta!

Em suma, depois de muito debater sobre o assunto, de observarem os detalhes das situações que eu tinha vivido nos últimos tempos, eles chegaram a seguinte conclusão: a minha liberdade era assustadora! Assumiram, a duras penas, que também não é fácil ser homem no mundo de hoje onde, muitas vezes, a mulher precisa ser ‘mais macho’ que eles mesmos! Disseram que eu era uma mulher bonita, independente, que tinha um trabalho bacana, amigas presentes e igualmente inteligentes, meu próprio carro, meu próprio apê! Segundo eles, eu era um pacote completo demais e isso era o suficiente pra fazer muito menino tremer!

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[ Imagem: reprodução ]

Fiquei desconcertada, até um pouco chateada, muito pensativa! Qual era a solução, então? Me transformar numa mulher fraca pra conquistar o amor verdadeiro? NÃO! Essa foi a dura e pronta resposta de todos eles. Ser uma mulher forte é uma delícia. Eles mesmos, como grandes amigos, disseram que tinham orgulho de mim, que sentiam prazer em dividir comigo e com a minha leveza uma mesa de bar e mil assuntos. O segredo mesmo era ter paciência. Isso aí! E-S-P-E-R-A-R!

A independência feminina, bem como a sua evolução astronômica, de fato complicou um pouco a nossa realidade sentimental. É como se nós mesmas tivéssemos aumentado a nossa nota de corte. Apesar da carência afetiva e da vontade de viver o tal do grande amor, nós aprendemos a ser felizes sozinhas. Aprendemos a nos valorizar, a cuidar de nossos jardins, a nos divertir! A solteirice já não é mais um fardo a ser carregado. Então, para sair dessa condição, é preciso um pacote de benefícios muito maior do que antes. Somos plenas e carregamos um coração pulsando forte.

Os meus amigos esclareceram muitas das minhas dúvidas. Falaram sobre não perder a feminilidade e a delicadeza mesmo quando temos que ser fortes. Me disseram que o tempo sabe de tudo e que, hora ou outra, eu cruzaria com um cara bacana que sentiria orgulho da superwoman que ele teria do lado. Saí de lá com o coração acelerado mas com a paz de saber que o problema, minhas amigas, não era mesmo comigo! A minha liberdade era um bônus, não deveria incomodar. Um coração valente também ama, e disso eu tinha certeza! A vida e sua seleção natural, sobrevive sempre quem vai mais além!

É chegada a hora de separar os meninos dos homens!

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