It’s a wonderful life

Foto: Um clássico do cinema inspira: It's a wonderful life.
Foto: Um clássico do cinema inspira: It’s a wonderful life. {Reprodução}

Sou apaixonada por histórias. Principalmente por aquelas que me fazem pensar, melhor ainda se tiver anjos. E vou falar que, de um jeito ou de outro, eles aparecem no meio de enredo.

Mais um dos meus devaneios veio de um clássico do cinema. A história  é a do filme “It’s a wonderful life” (“A felicidade não se compra”, título em português) sobre a vida de George Bailey: um homem que, na véspera do Natal, decide que vai desistir de viver, pois está devendo muito dinheiro e não tem como pagar. Deus, olhando aquele homem bom, que tinha uma família linda – esposa apaixonada e filhos dedicados -, pensando em coisas tão ruins, envia um anjo para salvá-lo. O tal anjo só ganha as asas se cumprir a missão. George, ao encontrar com o “anjo”, desesperado, desabafa que desejava nunca ter existido. Pedido realizado. 
Por alguns momentos, ele vive sem identidade e nenhum de seus parentes, amigos, pai e mãe o reconhecem. Nada do que ele deixou para trás estava lá. Todas as conquistas tinham se perdido. Pessoas que ele amava tinham tomado caminhos ruins por nunca tê-lo conhecido. E então, ele desejou mais do que tudo, ter sua vida de volta. Uma grande ironia.

Não teremos essa mesma chance de ver como o nosso mundo seria sem que tivéssemos existido, mas garanto que cada um tem seu papel na vida de outras pessoas. Foi nisso que parei para pensar. As pessoas são como peças  que se encaixam perfeitamente umas com as outras ao longo de toda nossa existência. Cada qual modifica de algum jeito o outro. Até mesmo aqueles que nos fazem mal. Talvez esses sejam os que mais nos fazem mudar – mas eles também fazem bem pra outros e assim por diante. 
Enquanto os créditos subiam na tela, senti uma certa paz para os que fizeram e fazem parte da minha vida. Sei que eu sem eles não seria a mesma pessoa e a recíproca é verdadeira.

Realmente a vida poderia ser muito diferente. Mas ela é como é. Sem o emprego chato de antes, eu teria procurado outro em que me sinto mais realizada? Sem o o cara que me fez entender o que é coração calmo, eu teria aprendido um novo jeito de amar? Sem os tropeços com algumas pessoas, seria possível ver que em boca fechada não entra mosca? Talvez não. Sem tudo o que passou, eu, você, tudo seria diferente, tanto pelos aplausos, quanto pelas pancadas. Cada degrau vai nos fazer chegar onde temos que estar.

E, voltando aos anjos,  seja na vida, ou no cinema,  sempre os teremos pelo caminho. São esses que nós conhecemos e que chamamos de amigos, namorado(a), pai, mãe. Mesmo sem asas, fica fácil reconhecê-los. Com eles por perto, fica fácil ver que a vida é maravilhosa.

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