Leitura da Onça – Férias

O fim de ano chegou e com ele alguns dias para descansar a cabeça. Então, preparei uma dica tripla de livros bem legais – e de estilos diferentes – para vocês aproveitarem a folguinha para ler e viajar…Mesmo que seja sem sair do lugar 😉

Imagem: reprodução.
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O Dia do Curinga

A primeira dica é de um livro que eu li faz muuuito tempo, mas que até hoje eu me recordo. O Dia do Curinga, de Jostein Garder (o mesmo autor de O mundo de Sofia), é uma grande e louca viagem. Na verdade é uma história dentro de outra história. A primeira conta a saga de Hans-Thomas, de 12 anos, e seu pai em busca da mulher que os abandonou fascinada pelo sonho de ser modelo. No percurso, que vai desde Noruega à Grécia, Hans-Thomas ganha um livro misterioso de um personagem misterioso… Neste livro, tem a segunda história, bem mais fantástica do que a primeira, em que as cartas do baralho ganham vida em uma ilha mágica.

Como de costume em seus livros, Jostein Garder constrói um enredo que, por trás, envolve questões filosóficas, neste livro representadas pela relação de aprendizado entre pai e filho e, principalmente, visto na figura do curinga: a carta do baralho que não é de nenhum naipe. São aqueles que não são passivos com as respostas que têm da vida, são desencaixados por natureza e se intrigam facilmente, enxergando o mundo de uma forma diferente.

Nietzsche para estressados

Imagem: reprodução.
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Friedrich Nietzsche foi um filósofo alemão do século XIX que teve 99 dos seus pensamentos transformados em doses de reflexão para os nossas questões do século XX. O autor, Allan Percy, transporta as ideias de Nietzsche em textos curtos e que nos ajudam a entender e nos tranquilizar em situações desconfortáveis e comuns do dia a dia.

Aqui vão algumas delas para você já ir pensando aí…

“A melhor maneira de começar o dia é se comprometer a fazer feliz ao menos uma pessoa antes do pôr do sol.”

“Nossas opiniões são a pele na qual queremos ser vistos.”

“O destino dos seres humanos é feito de momentos felizes e não de épocas felizes.”

Esta última frase em especial mexeu muito comigo quando a li, tanto que me inspirou a fazer o primeiro texto aqui no blog (uhul!). Quando me deparei com isso não estava em uma fase muito boa e essas palavras me ajudaram a enxergar tanta coisa… A ser mais tolerante comigo e com os outros, a entender que eu é quem não estava valorizando esses “momentos felizes”. É uma leitura que pode parece autoajuda fajuta, mas que, às vezes, por falar o óbvio nos faz ver o que estava bem debaixo do nosso nariz.

A Menina que Roubava Livros

Imagem: reprodução.
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Coloquei este livro nas dicas, porque há pouco tempo saiu o filme nos cinemas. A história é de uma menininha, Liesel Meminger, que tem sua vida narrada por um personagem que faz o livro ser diferente de todos os outros: a Morte. Ela se encontrou com Liesel três vezes e a “roubadora de livros” chamou tanto sua atenção que a própria morte quis contar essa história.

O cenário é a Alemanha nazista e a garotinha está indo para um lar adotivo junto com seu irmão, que no meio do caminho morre repentinamente. No funeral, Liesel vê um livro que caiu de um dos coveiros e ela, mesmo sem saber ler, o leva pra casa. Começa aí a vontade de uma criança que vive em um mundo cheio de tragédias da 2º Guerra Mundial, sonhar e imaginar um bem diferente através da leitura.

Com dificuldade, Liesel Meminger aprende a ler e vê nos livros um jeito de sobreviver a tudo de ruim que lhe aconteceu. Apesar da Morte narrar, a história é de uma verdadeira pequena guerreira.

Nat - Dona Oncinha

 

 

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