Leitura da Onça | Mulheres que Correm com Lobos

Leia OuvindoAna Carolina – Rosas

Mulher é um bicho complicado. Carrega em si incontáveis “elas”, e não só por ser multifuncional como nos dias de hoje. São muitas em uma, para cada fase, para cada acontecimento, para cada sensação e até ao mesmo tempo. Você sabe. Pode parecer volátil, instável. Mas é essa a sua natureza. Natureza essa escancarada na sua intuição, aquela mais primitiva e, por isso, a mais sábia de todas “elas”.

Se mulher é mesmo um bicho complicado e a intuição é um de seus amuletos mais fortes, seria justo que ela fosse uma loba, “que delimita territórios, encontra a matilha, ocupa o corpo com segurança e orgulho independentemente dos dons e das limitações desse corpo, fala e age em defesa própria, está consciente, alerta, recorre aos poderes da intuição e do pressentimento inatos às mulheres, adequa-se aos próprios ciclos, descobre ao que pertence, desperta com dignidade e mantém o máximo de consciência possível”.  No livro “Mulheres que Correm com os Lobos”, (Clarissa Pinkola, editora Rocco) voltamos os olhos para dentro, buscando a “mulher selvagem” que reside em algum lugar  em nossa alma. Não pense que isso significa algo fora do controle. Pelo contrário, a mulher selvagem é, na verdade, a nossa essência mais genuína. Aquela que nós, por pressões sociais, baixa autoestima e relações diminutivas escondemos envergonhadas. Um erro praticamente unânime.

[ Imagem: reprodução ] 

Mas ela está ali e independente do tempo que passe, você pode resgatá-la. Reencontrar sua força nata e ter aquela deliciosa sensação de que não se imaginava tão cheia de si. Através de histórias e contos, os paralelos se formam com as vidas de tantas de nós. Personagens representam tudo aquilo que somos e sentimos. De bom e de ruim. Vale a pena encarar.
Em uma das histórias (nota: não vale apenas ler a história, tem que se colocar dentro dela)  a boneca que a mãe dá pra sua filha pouco antes de falecer é, para mim, a melhor representação da “mulher selvagem”. É o presente que ganhamos da natureza, a boneca que carregamos no bolso é a nossa intuição, que fala aqui dentro para nos guiar, por mais que algumas vezes tenhamos deixado ela falar sozinha.
Você pode chamar de sexto sentido  se preferir, mas para mim ficou claro que precisa ser o primeiro de todos. O primeiro para fazer a mulher selvagem despertar depois de algum tempo adormecida.
Assinatura_Nat
Últimos posts por admin (exibir todos)

admin

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Voltar ao topo