Leitura da Onça – O Teorema de Katherine

A fórmula do Teorema da Previsibilidade das Katherines.
A fórmula do Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines.

 

O que essa fórmula significa para você? É, pois é. Para mim também não diz muita coisa – a não ser que eu estou beeeem longe de ser um gênio da matemática, rs.

Será que o amor pode ser previsto através de uma fórmula, um gráfico? Calculando com todas as variáveis, dá pra saber até quando vai o relacionamento e quem vai por um fim nele?

O livro O Teorema de Katherine, de John Green (mesmo autor de “A culpa é das estrelas”),conta a história de Colin Singleton, um menino prodígio de 17 anos que quer fazer algo de importante para a humanidade. Tirando que ele faz anagramas com extrema facilidade, tem uma memória de ouro e ganhou um programa de TV para jovens prodígios, Colin ainda não teve seu momento ” Eureca!”. Até que ele leva o fora da sua 19º namorada, Katherine.

Com tipo nerd, Colin teve outras namoradas antes dessa. Todas se chamavam Katherine e todas o dispensaram.

Na fossa do fim do relacionamento ( aquela que todo mundo já sentiu ou vai sentir um dia), Colin e seu melhor – e único – amigo, Hassan, pegam o carro e caem na estrada. Hassan é de família árabe, do tipo coça saco que está preocupado com…nada! A única coisa que ele faz mesmo é piada, sobre tudo. (Aliás, excelente toque de humor no livro que me arrancou boas risadas, rs!)

Em uma cidadezinha do interior, eles fazem uma parada e conhecem Lindsey Lee Wells, uma menina que queria tudo que Colin não queria. E é a partir daí que a história se desenrola de uma forma bem interessante e divertida – principalmente com as notas de rodapé. Gente, são todas muito bem pensadas.

Colin, finalmente, acredita que teve seu momento “Eureca!” e se dedica a desenvolver o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que poderia prever a duração de um relacionamento e quem terminaria com quem. Os terminantes e os terminados. (Aposto que cê já tá pensando em qual se encaixa, né? Rs!)

Quem sabe fazendo essa grande descoberta, sendo importante e genial, Katherine voltaria para ele. (Quando a gente tá nessa situação, sempre encontra um jeito de idealizar o jeito perfeito de reatar, em que um milagre vai acontecer e a outra pessoa vai se jogar aos nossos pés. Insano, mas acontece!)

O Teorema de Katherine. Foto: Natália Mota
O Teorema de Katherine. Foto: Natália Mota

Ele só queria ser importante, mas como bem diz Lindsey Lee Wells: “A sua importância é definida pelas coisas que são importantes procê. Seu valor é o mesmo das coisas que ocê valoriza.”

(Aí, pausa para um momento de reflexão durante a leitura… O que e quem eu estou considerando importante na minha vida? E ó, vou falar que ainda tô pensando sobre isso.)

E então vem outra pergunta que é uma das mais intrigantes que já ouvi (li) na minha vida: “Se pudessem me ver do jeito que eu me vejo, se pudessem viver nos meus pensamentos, será que alguém, qualquer pessoa, me amaria?”

Quando eu peguei o livro pra ler, eu imaginei uma históriazinha divertida, com alguns cálculos que eu provavelmente não entenderia. Mas, se você prestar bem atenção, essas e outras frases abordam temas muito mais profundos, questões que todo dia martelam nas nossas cabeças, mas que não paramos para pensar. Será que somos nós mesmos ou vamos na direção que os outros querem para nos sentirmos amados? Sou importante para quem é importante para mim…e o que eu faço para ser importante para quem eu amo nas pequenas coisas da vida?

Eu já percorri as 285 páginas, mas acho que ainda vou ficar “lendo” esse livro por muito tempo…

Nat - Dona Oncinha

 

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