LIMITES, PRECISAMOS FALAR SOBRE ELES!

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Leia ouvindo: Céu – Concret Jungle

Certamente a frase “quem tem limite é município” já saiu da sua boca. Da minha já saiu algumas vezes e preciso confessar, logo em seguida aprendi que todos nós temos limites e precisamos respeitá-los.

Quantas vezes em relacionamentos amorosos, familiares e de trabalho não respeitamos nossos próprios limites e depois fomos cobrados pela vida o desrespeito a ele.

Não adianta ser alertado por outras pessoas, são nas vivências que aos poucos vamos entendendo e balanceando a vontade do outro, a nossa e a do universo. Às vezes o entendimento vem com um pequeno puxão de orelha, outras ainda mais agressivos como um grande soco no rosto que nos baqueia e perdemos o equilíbrio para depois reencontrá-lo.

Fotografia: Juliana Manzato

É preciso analisar toda a agressividade, sentir a derrota, enxergar o erro de escolher o lado da falta de limite e abraçá-la como se fosse aquele inimigo visível que somos obrigados a tratar com cordialidade e sorrisos, tentando extrair dele um entendimento de vida.

O sabor do melhor dos espumantes e o doce da vida ainda pode estar impregnando a boca, e seu frescor é sentido no hálito enquanto aprendemos. 

Podemos ainda andar com as pernas bambas de felicidade quando o aprendizado torna o “bambeamento” mais desgastante, doloroso e arrastado.

O foco será recuperado em alguns minutos, já que a calma de outros aprendizados sobre limites te dará forças e orientações para novos.

Segurará em mãos alheias, quase que infantis, ensinando a respiração da calma e narrando os fatos para lhe impregnar a certeza que a falha do outro não comprometerá sua segurança. Terá voz firme para pedir que os outros fiquem imóveis, impedindo que falem aquilo que der na telha, e lembrando-lhes que aquilo que aparenta muito ser, não é lá muita coisa.

De tempos em tempos vamos lembrar que nós mesmos precisamos respirar. Introduzir novos ares para dentro dos pulmões e acalmar os nervos que tentam entender o que acontece, manipulando sentimentos e percepções.

É preciso encontrar o centro na dinâmica e ele não estará naquela frase da sua mãe “eu te avisei, foi você quem não ouviu”. Eu não desejo aprendizados duros para ninguém, mas sei que são necessários. Aprender agora para não sofrer com consequências mais graves depois.

Luiza Pellicani

Luiza Pellicani

Jornalista que perdeu o filtro quando nasceu. Fala e faz o que dá na cabeça. É apaixonada por jornalismo, escrita, música, vida e por pessoas. Balada é comigo. Cinema é comigo. Netflix é comigo. Família é comigo. Nos amores, aproveite, as coisas podem mudar. E não esqueça, máxima do 8 ou 80 não funciona comigo.
Luiza Pellicani

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