Mais do mesmo

por Juliana Manzato

Se eu pudesse te dar um conselho, seria: não olhe para trás, não vai servir para nada. Você já sabe dos seus erros e não precisa se martirizar por eles.  Mas também não olhe só para frente, por que as chances de ser mal interpretado só aumentam.

As pessoas desse mundo estão apenas tentando ser livres. Livres de caga regras, de invejosos, de muros, janelas fechadas ou qualquer nó. Descobrimos tarde que a liberdade é bem mais bonita, que ao invés de nó temos que fazer laços, que ao invés de prender é necessário soltar e deixar o tempo agir. Geração da ansiedade crônica, buscando sabedoria na paciência. Complexo demais ser livre em tempos atuais.

Ser “livre” já é complexo. Mas se você pensar bem, vai perceber que ultimamente a sua vida se resumiu em mesmice. O que você fez de diferente? Já pensou em passar um batom vermelho? Em trocar a roupa preta por alguma outra cor? Já fez um caminho diferente para ir ao trabalho? Já mudou os planos? Já fez planos? Já tentou realizar algum sonho? Pois é, está na hora de rever aquela lista que foi feita no dia 31/012.

A mesmice chegou até no facebook, quer coisa mais “mais do mesmo” do que o facebook? Ninguém parece querer originalidade ali. Bom, nem sei por que eu estou falando em originalidade em uma época onde facebook, apesar de ser uma ferramenta INCRÍVEL se tornou muro das lamentações. Os links compartilhados, o desespero por mudança de status de relacionamento, as fotos de cachorros, gatos e afins machucados, as “causas” defendidas, as indiretas, o personagem que todo mundo criou ali… Tenho pena de Caio Fernando Abreu, Clarice e todos os outros gênios citados por pessoas que JAMAIS leram um livro. Ser “culto” é pop. Quer saber? Ser “culto” é obrigação!

Todo esse texto chato, crica, ou até utópico, é só para te fazer pensar no que está fazendo com a vida. A vida é lá fora e não no facebook, ou olhando a grama do vizinho para ver se é realmente mais verde.

Seriamos todos caga regras? Já pensou em fazer diferente? Ao invés de copiar/compartilhar gerar o conteúdo? Ser mais original e menos fake? E quem sabe até parar de se importar com os palavrões alheios (Elefante pequeno que incomoda uma MULTIDÃO).
Ninguém precisa do “mais do mesmo”. Que tal fazer uma vida melhor? Pelo sim, pelo não, pense.

Desculpe o auê, o azedume e o desabafo. Hoje acordei com preguiça de ver pessoas brincando de vida perfeita.

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