Mantendo distância segura

Leia ouvindo: Marisa Monte – O que você quer saber de verdade 

Sempre achei que a vida imita o mar, talvez pela minha ligação com ele, talvez por entender os dias de calmaria e de fúria – como os meus. Tanto a vida imita que o mar ensina.

Aprendi a me jogar em alto mar sem saber onde estava a bóia mais próxima. Aprendi a prender o ar e mergulhar fundo. Aprendi que fúria e calmaria são coisas relativas e bonitas. Aprendi a principalmente manter uma distância segura, respeito. A gente pode até enfrentar onda gigante, mas é burrice colocar o barco no mar quando o tempo está ruim demais para navegar. Mais necessário do que ir além, é saber a hora de parar.

O motivo é simples: respeito. Respeito de limites, de alma e coração. Não precisamos morrer afogados para mostrar que somos corajosos. Coragem é outra coisa. Coragem também é tirar o barco do mar e ver os dias ruins passarem. É manter distancia daquilo que vai te fazer algum mal se ultrapassar a linha do respeito.

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[ Imagem: reprodução ] 

Na vida, assim como no mar, é necessário manter certas distâncias. Não estou te pedindo para ser fraco, estou pedindo para ser respeitador. Respeite seu tempo de ir e voltar. Respeite os seus murros em ponta de faca. Respeite o limite para erros com o passado. Respeite o sentimento de culpa, de perda, de amor ao próximo e principalmente, com você mesmo. Quando perdemos o respeito com a gente, perdemos atitudes e muito mais. É o começo do fim.

Mantenha uma distância segura daquilo tudo que faz a cabeça pensar demais e o coração disparar de menos. Respeite o seu limite para resolver problemas, esquecer mágoas, viver o luto, se desligar de pessoas e assim por diante. A relação mais bonita de respeito que existe é a sua com a sua vida.

Existem limites que são só nossos, respeite. Aquilo que te fez muito mal algum dia, dificilmente volta a te fazer bem (Salve Fê Estellita). Isso vale para pessoas, sentimentos ou situações. A vida pede para você se jogar, mas exige que também crie distância segura. Não é falta de coragem, é conhecer os próprios limites.

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Juliana Manzato
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Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

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