Maré

Leia ouvindo: Marcelo Jeneci – Felicidade

Pela primeira vez, de uns bons anos pra cá, parei. Me dei o direito de parar. Mas não é o que você está pensando. Não desisti. Pode soar fraco, mas na verdade nunca me senti tão forte. Forte a ponto de mudar de tática. Olho para trás e vejo que as coisas mais incríveis que me aconteceram, só aconteceram. Sem forçar, sem descabelar, sem pensar. Não, não acho que as coisas caem do céu. Longe disso. Suor é combustível para os planos e sonhos se tornarem reais. Mas há uma certa poesia em não querer controlar. Em não querer ligar os pontos. E agora, eu não quero. Não quero fazer esforço pra nada acontecer, para entender. Não quero criar situações, nem arranjar desculpas. Muito menos justificativas.

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Hora apropriada para o clichê mais clichê de todos: o que tiver que ser, será. E será. Quando tive que arregaçar as mangas e ir atrás do que eu queria, o fiz. Mas até essa vontade de não se guiar tem hora certa para acontecer. É minha vez de sossegar, e até ir um pouco contra meu instinto natural de pensar sempre lá na frente. Aquela ânsia de bolar planos a longo prazo cessou. Pelo menos por enquanto, é o meu luxo.

A inércia me deixa louca. Mas não se engane. Eu deixei de querer controlar os remos para ser levada pela maré. Maré e fé rimam. Estagnada, nunca.

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admin

2 comentários em “Maré

  1. Incrível texto!
    Texto leve e admiro o dom que vocês possuem de colocar em palavras coisas que, apesar de sentir, jamaaais conseguiria hehehe

    Fiquem com Deus!

  2. Uns dos textos mais lindos… Sou fã do seu blog e da pessoa maravilhosa que vc é!!! Todas as manhãs sabemos que sempre vc arruma uma forma de nos fazer bem!!!

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