Me reconheci nas cores dela

Leia ouvindo: Marisa Monte – Ainda bem

Ser um pouco mais seletivo do quê homens comuns sempre me deu um pouco mais de trabalho. Era realmente mais difícil uma mulher me agradar. Motivo de piada entre os meus amigos, afinal, sair zerado de uma balada era comum. Sei lá, já tive a minha fase de zoação e de aceitar qualquer tipo de mulher. O “qualquer” não significa uma classificação, mas um “sim” à qualquer mulher, aquelas que me faziam bem ou mal.

Reclamão de mão cheia, bonitinho por acreditar no amor de verdade, sozinho por opção até então e vivendo uma vida divertida, sim, mas sozinha demais. O lobo solitário queria ter um porto seguro e não existe mal nenhum nisso. A grande questão era quem.

É difícil encontrar alguém em meio à multidão para dar a mão. É difícil também levar uma “moça” para conhecer minha avó, almoçar no domingo em casa, levar para viajar num destino qualquer no final de semana. Está cada dia mais difícil encontrar alguém para dividir coisas simples da vida, que pode muito bem ser a conta do bar ou a conquista do dia. Você busca simplicidade e só encontra requinte besta.

{ Imagem reprodução }
{ Imagem reprodução }

No dia que eu não procurei nada, achei ela no balcão de um PUB. Nada mal para quem vive afogando as mágoas em copos já cheios. Me reconheci nas cores dela. Me vi na vida dela depois de algumas horas de papo. Ela era diferente das demais. Uma mistura boa de rock com bossa nova, drama e comédia, loucura e pés no chão. Era mais nova do quê eu, mas tinha muito mais maturidade do quê as meninas da mesma idade. Uma surpresa boa numa quarta-feira à noite.

É o tipo de mulher que não vale à pena fazer joguinhos banais de sedução porque você sabe que vai perder. É a mulher que te faz virar homem mesmo e ser transparentes com as suas vontades. É aquela que você consegue ligar depois de um dia difícil no trabalho ou só para saber mesmo como ela estava. É a mulher que você quer cuidar, saber se chegou bem em casa, se foi legal o happy hour com as amigas, se está afim de sair para jantar e para passar na casa dela só para ganhar um beijo e dormir um pouco mais feliz.

Ela é aquela que eu encontrei a simplicidade do cotidiano e a vontade de estar junto nos próximos dias. Ela é a viagem que eu programei no final de semana, a vontade de sair para jantar na terça-feira à noite ou de levá-la ao Estádio de Futebol. Sei lá, parece romântico e até sensível demais, mas é só a sensação do “agora vai”.

Quando se acha uma mulher assim o maior medo é errar e perdê-la por nada. Digo isso com a certeza de ter encontrado alguém no meio da multidão para dar a mão.

Assinatura_Ju

Juliana Manzato
Últimos posts por Juliana Manzato (exibir todos)

Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

2 comentários em “Me reconheci nas cores dela

  1. O tipo de sentimento que eu espero que um HOMEM tenha por mim. Você arrasa! A cada dez fotos com textos/frases, 8 são seus haha. Como disse no insta ontem, coloca os textos do blog, e textos novos em um livro! Espero te ver crescer e muito ainda, pois pessoas que escrevem tão bem e que tocam o coração da gente em TUDO que escreve, podemos dizer que é raridade. Beeeijão

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Voltar ao topo