Mergulhar, aceitar e amar…

Leia ouvindo: Seafret – Oceans

Se eu pudesse dar apenas um conselho para vocês, nada teria a ver com filtro solar, mas seria mais ou menos assim: mergulhem.

É engraçado como são as coisas. Quantas vezes observamos aquele nosso amigo ou amiga repetir velhos hábitos em novos relacionamentos? Quantas vezes nós mesmos já não fizemos isso? (se não estivermos fazendo isso nesse exato momento). Nós, homens, iniciamos um relacionamento com a “mulher perfeita” e, não raro, acabamos nos desiludindo quando nos damos conta de que aquela mulher não é tão perfeita assim, como havíamos idealizado anteriormente. O que acontece então?

(In)conscientemente passamos a boicotar esse relacionamento, afinal, ele não é o relacionamento perfeito que havíamos construído em nossas mentes fantasiosas. Ele tem vários defeitos que não apareciam antes de pularmos de cabeça para dentro do relacionamento. Enquanto estávamos lá no raso, na piscina das crianças, tudo era festa, tudo era tranquilo, tudo era belo. Agora que estamos lá no fundão, a pressão aumenta, a “água” fica mais turva, vemos o lixo que foi deixado lá e o que mais queremos é voltar para a superfície para “pegarmos um ar”. Muitos sobem para respirar e acabam não voltando, não mergulhando mais.

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[ Imagem: reprodução ]

Talvez esse exemplo hipotético, também sirva para as mulheres. Me falta repertório para afirmar isso, mas o fato é que todo relacionamento só é perfeito no raso. À medida em que vamos submergindo na relação, vamos encontrando novas informações que não estavam expostas “lá em cima”. Conheço alguns, e talvez eu já tenha sido um desses caras, que pulam de relacionamento em relacionamento sem o menor interesse de aprofundar. Vivem apenas a parte ilusória de toda relação: o início. Basta a água bater nos joelhos e opa, sinal de alerta, é hora de pular para outra “poça”.

Talvez essa seja uma estratégia consciente para evitar o sofrimento. Talvez seja uma total falta de consciência sobre a inexistência da perfeição.

Independente dos motivos que impedem que um relacionamento de verdade aconteça, tenhamos a consciência de que para amar de verdade, é preciso mergulhar. Para que a paixão vire amor. Para que o desejo vire sentimento. Para que a pegada vire alma gêmea, é preciso ir fundo. Mas não mergulhe esperando não encontrar defeitos, porque eles existem e sempre existirão. Mergulhe para verificar se, mesmo com todos os poréns que irão surgir, ainda assim é possível amar.

Quer um relacionamento perfeito? Fique no raso.
Quer um relacionamento pleno? Mergulha!

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