Não há propriedade no amor. Mas não me importo em ser um pouco dela.

Leia ouvindo: Avalanche City – Beautiful 

Ninguém é dono de ninguém. Não falo de baderna. Falo de relacionamentos. De todos os tipos. O que existem são laços. Compromissos. Gratidões. E estes devem ser respeitados. Adjetivos possessivos são usados no amor apenas como forma de demostrar carinho. Não deveriam ser vistos como algo além disso.

Afinal, só há uma pessoa no mundo que é responsável por você. Para conhecê-la, basta um espelho. Libertador demais? Talvez não muito. Dá um medo danado sermos donos do nosso nariz. Mas esta é a única forma de amor em que existe propriedade. Por nós mesmos. É por isso que o chamamos de amor próprio.

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O meu pequeno paradoxo. Não há propriedade no amor. Mas não me importo em ser um pouco dela. Por quê? Porque ela nunca exigiu. Nunca pediu. Não demandou. Ela apenas encostou o seu caminho ao meu. Há agora um caminho nosso. Os “meus” que ela usa são apenas para me lembrar que aquele coração grita o meu nome. E por estes motivos que não me importo.

Ela não exigiu. Mas aceitou cada espaço onde construí algo para nós dois. Por amor. Por respeito. Por admiração. E é por isso que digo: parte de mim que é dela. Assumo em cartório se precisar. Assino até escritura, com o seu nome e todo o carinho que eu poderia ter. Porque no amor, meus caros, não há propriedade. Mas não deixa de existir doação.

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