Não sou política

Leia ouvindo: Isbells – Maybe

A minha sinceridade já me levou à palcos extraordinários e situações hilárias. Não sei de onde saiu essa personalidade que segundo a minha mãe, não teve a quem puxar e eu explico. Minha mãe é a rainha da boca fechada, é política, polida. Meu pai é tranquilo, paga para não se meter em encrenca, vive a vida dele na paz. Eu deveria ter seguido pelos mesmos caminhos, mas talvez ser política não seja o meu forte.

Ouvi de alguém, “Você precisa aprender a ser política”. Realmente preciso, penso e tento melhorar isso todo o santo dia e vocês não sabem o quanto é difícil. Não sou da turma dos falsos, não tenho rabo preso com ninguém e se a sinceridade apertar eu solto o verbo. Assim como tem gente que não gosta de mim, eu também tenho aqueles que não são os meus queridos. Convivência pacífica para quê te quero. Só não confundam com amizade, por favor!

O mais engraçado dessa história toda é que a minha vida virou um teste e o meu feeling aguçou. Percebo oportunistas e interesseiros com frequência. Os falsos aparecem as pencas e bem, aqueles que me pedem uma opinião sincera, ouvem com sonoridade. Não faço média ou puxo o saco de ninguém, por um motivo muito simples, acho que se você é bom, será reconhecido por isso. Não adianta sair por ai chutando opiniões e estufando peitos.

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O quê eu acho triste é essa cultura safada que a sociedade impôs. Ser sincero é sinônimo de grosseria, porque afinal… a própria sociedade diz que gosta de pessoas sinceras, mas não aguenta o “tranco”. Concordo que alguns sinceros são bem mal educados (Elogios em público e críticas em particular, ok?), mas sinceridade é bem diferente de grosseria. Assim como simpatia e gentileza não vem de pessoas “bobas”.

Nunca entendi esse “padrão” imposto pela sociedade onde sentimentos, atitudes e adjetivos são forçados à se misturar. Blá, me revira o estômago falar de tudo isso. Justamente porque existe muita regra para pouca vida, muito padrão para gente torta e caga-regras à rodo dizendo como você deve se comportar.

As consequências existem sim por tomar um partido ou simplesmente seguir o coração. Estamos frente à frente com elas o tempo todo. Eu adoraria viver em um mundo de gente de verdade, que vai se aproximar de você pelo o quê você é e não o status que tem. Que gente sincera não seja confundida com grosseira. Que gentileza e bondade não vire bobagem e que no meio de tudo isso, a gente consiga ser a gente mesmo.

Balaios à parte, que a gente não fique perdido pelas palavras do outro. A gente sabe melhor do quê ninguém as dores que carregamos dentro do peito e as deliciosas surpresas que a vida nos apresenta.

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Juliana Manzato
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Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

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