Noite de domingo… Cadê amor?

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Por Bianca Ferreira

Eu sou uma antítese de mim mesma.

Já escrevi mais de um texto sobre a vontade de uma noite e nada mais, sobre a minha opinião feminista em relação ao sexo, sobre os prazeres da carne. Basicamente as pessoas poderiam me taxar como aquela que não quer compromisso – ou, ao menos, não se importa de não tê-lo.

Eu não retiro nada que eu disse e a minha opinião e vontade continuam na mesmíssima posição em que sempre estiveram. Só que tem sempre um domingo pra desandar a receita do bolo…

O último domingo eu passei todinho em casa. Mal coloquei a cara para fora da janela, não devo ter dado nem 100 passos no total. Aquele domingo preguicinha que todo mundo merece. Acordei o mais tarde que a minha coluna permitiu, assisti filminho, programinha fútil de moda e Rock in Rio na companhia da mamãe e da irmã – bem delicinha, diga-se de passagem.

Aí caiu a noite, o desespero pré segunda-feira foi batendo, a depressão foi chegando junto com o Fantástico e aí eu senti uma dorzinha de cabeça. À medida que eu ia massageando minha própria caixola em busca de conforto cerebral, eu ia sentindo uma imensa saudade de ganhar um cafuné, um carinho, um colo, uma passada de mão nos meus cabelos e… Putz… Senti vontade de amar.

Eu não tenho vergonha de falar que eu ainda acredito no amor. Eu ainda acredito que há de existir alguém pra eu amar sem medo de ser deixada pra trás, sem medo de ser trocada. Eu acredito mesmo que essa loucura em que a gente vive de “ninguém é de ninguém” é uma fase alternativa e que quando derrotarmos o chefão há de se espalhar o amor.

Hoje em dia eu ando devagar porque já tive pressa e… nada aconteceu. Já passei pelos momentos de “solteira desesperada procura”, hoje eu acato a decisão das forças divinas de me fazer aguardar. Às vezes ansiosamente. Num geral, um pouco mais branda. O cavalo do meu príncipe encantado deve ser uma bike, paciência. Ao menos ele vai chegar para mim bem saudável!

Aí eu deitei pra dormir, olhei pra Santo Antonio do lado da minha cama e resolvi conversar com ele. Francamente, como se fôssemos velhos e bons amigos tomando um suquinho na lanchonete – porque bar e cerveja com o santo é pecado, né. Falei que tava carente, precisando de um afeto. Ele olhou pra mim com uma cara que parece que ele compreendeu. Na dúvida, o virei para a parede e com carinho avisei: “Santinho, não é nada pessoal, mas você vai passar um tempinho aí, encarando o cantinho. Se quiser sair, é só me arranjar um parceiro bacana, tá?”.

Fica a dica, Toinho!

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2 Comments

  1. fabio pires says

    Todos passamos por estas fases…e a carencia nos diz a hora de olharmos com mais afinco pros lados buscando não sabemos quem e nem aonde…mas buscamos essa pessoa sempre.Até a proxima aparecer.
    obs: Fantastico??? Por isso veio a carencia…rsrsr

  2. Rubens Gualdieri says

    Ô meu santo antonio tenha pena tenha dó, to ficando velha, to ficando só…
    O primeiro passo para encarar um grande amor você já deu: acreditar no amor.
    Em tempo: congelar, por de ponta cabeça, fazer olhar pra parede, pendurar e fazer mais 1001 macaquices com quem vai arrumar um marido, não é, decididamente a melhor tática… rsrsrrs
    Esse cara tá em algum lugar por aí Bi. E certamente também tá esconjurando o Fantástico em um domingo a noite. Os caminhos não são paralelos, em algum momento eles se cruzam.
    bjks

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