Nunca satisfeita

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por Juliana Manzato

Ela tem tudo: dinheiro, amigas, um homem bacana ao seu lado, um apê, carro do ano, trabalho dos sonhos, é realizada, linda, faz viagens incríveis quando bem entende, enfim… a vida que qualquer “mortal” pediria à Deus, mas ela… ela não está satisfeita.

Quem nunca olhou para a vida em um momento bom e se perguntou “mas ainda falta alguma coisa, não falta?”, que atire ao primeiro sapato. Adoramos conquistar sonhos, pessoas e por que não aquela bolsa de marca que custa uma fortuna?

Insistimos em despejar a nossa felicidade em coisas temporárias. A satisfação atual vem do “ter” e não do “ser”, quando o bom senso, é o contrário. O “ser” já envolve tantos detalhes importantes, caráter, objetivo de vida, desejos, caminhos, escolhas, dá até canseira pensar em tudo. É com essa canseira que convivemos e achamos melhor comprar uma bolsa (assim caímos na felicidade temporária), afinal é mais fácil passar o cartão de crédito do que ir a um terapeuta resolver o problema.

Se até a vida é temporária, por que a felicidade deve ser? Você ainda prefere o aquário depois que conhece o mar? Preocupe-se com o “ser” e faça cada dia ser feliz, de jeitos diferentes. Não coloque a sua felicidade, satisfação ou desejo nas mãos de ninguém e de nenhum cartão de crédito, além do arrependimento, a culpa pega e te arrasa.

Até por que você não precisa de mais um sapato, de mais um tubinho preto, de mais uma bolsa ou de um mais um homem que não vai te ligar no dia seguinte. Aliás, felicidade parcelada em suaves prestações é sofrimento (e não é preciso sofrer para saber o que é melhor para você).

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1 Comment

  1. Anonymous says

    Puxa, essa foi profunda. Adoreeei! Bjs,
    Ju

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