O APRENDIZADO DO AMOR

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Leia ouvindo: Alexis Murdoch – Towards the sun

Meu amor não move montanhas, não clama por dependência, não chora pela falta da presença. Meu amor é tipo aqueles amores sentidos por mães, acho. Que assistem pacientemente cada queda, cada conquista, cada momento junto.

Um amor que nada cobra e nada quer cobrar, mas está sempre repetindo que a cama tem que ser constantemente arrumada, que a louça não se lava sozinha e que três refeições ao dia são sempre importantes.

Tem também aquele lado amor de pai. Que aponta caminho, mostra sempre os erros e acertos e está sempre disposto a dar aquela bronca providencial para mostrar que nem sempre o que você quer, é o que o mundo pode oferecer.

O amor tem seu lado feminino e masculino. E sabemos que a dicotomia da atualidade vem mudando nossas percepções de amor, e independente do nosso gênero carregamos em nós as duas naturezas. Algumas épocas mais mães, outras épocas mais pais.

Fotografia: Juliana Manzato

Essa percepção, querendo ou não, levamos para todos os relacionamentos. Temos que saber quando ser mais pai e mais mãe? Claro que não, pois estamos todos ao mesmo tempo reunidos nesse universo de aprendizado para nos relacionar.

Entender o outro e o que se passa em sua cabeça nem sempre é fácil, nem sempre compreensível. A gente se questiona, a gente acha que falha, a gente acha que não será capaz. Mas, de repente, em alguma curva da vida, sozinho ou acompanhado vamos entendendo a trajetória do outro lado e tudo o que precisou experimentar para chegar até ali.

Sinta o orgulho por ter aguentado essas tantas trajetórias. A sua, a dele e do restante da sua volta. Afinal, todos os dias temos indagações novas. Seja voltado ao amor, com aquelas perguntas peculiares da nossa rotina: “Ele/Ela me ama?” Ou de trabalho: “Aquele projeto vai dar certo?/ Meu chefe está percebendo todo o esforço que estou desempenhando na minha função?”.

Temos mesmo é que nos orgulhar das nossas experiências, dos nossos aprendizados nos acertos e nos erros.
Ser paciente como nossos pais foram, afinal, eles tiveram paciência em nossa gestação, depois nos primeiros dias de vida, depois nos primeiros passo, primeiras birrar, primeiros erros, primeiros amores e independente de acerto ou erro, deles ou nossos, sempre estiveram ao nosso lado.

Luiza Pellicani

Jornalista que perdeu o filtro quando nasceu. Fala e faz o que dá na cabeça. É apaixonada por jornalismo, escrita, música, vida e por pessoas. Balada é comigo. Cinema é comigo. Netflix é comigo. Família é comigo. Nos amores, aproveite, as coisas podem mudar. E não esqueça, máxima do 8 ou 80 não funciona comigo.
Luiza Pellicani

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