O boy de Câncer

Leia ouvindo: Mistreated – Deep Purple

Sabe aquele cara que lembra o dia em que vocês se conheceram?  Aquele gato que vive dizendo “vi tal coisa e lembrei de você”, tem sempre uma história da infância para contar, escuta uma música lembra do bailinho da oitava série, guarda até hoje a camiseta da viagem de formatura e nunca mais esqueceu do fora que levou da primeira namoradinha? Aquele mesmo que cozinha que é uma beleza, está sempre procurando uma receita nova para fazer, manja muito dos paranauês culinários, a cozinha é território dele? Esse mesmo que é caseiro, família, orgulhoso de suas origens e volta e meia solta uns “quando a gente tiver nossa família, nossos bebês serão assim”?

Boy de Cancer

[ Imagem: reprodução ] 

Sim aquele boy magia que se faz de durão, que às vezes é o rei do gelo e da mensagem recebida, visualizada e não respondida? Mas que na verdade é um manteiga derretida de primeira categoria e pode ser tão fofo que é dá vontade de colocar num potinho e carregar na bolsa? Aquele que cuida de você, é todo emotivo, safadinho e reclamão? Que tem umas fases que haja paciência para aguentar tanto mimimi e chantagem emocional? Apelãozinho que não precisa de muita coisa para magoar e emburrar? Que é todo estilo vintage, está por dentro do universo feminino e é rodeado de amiguinhas? Aquele que é viciado em History Channel, carinho e dormir de conchinha? Certeza que ele tem o Sol em Câncer, portanto, é canceriano.

O boy de Câncer pira quando: você se mostra fofa, meiguinha e acima de tudo passa segurança para ele, ouvindo suas histórias nostálgicas, compartilhando seu passado, deitando no ombrinho, grudada na conchinha. Quando você se faz a indefesa que precisa dele para consertar as coisas de casa, te fazer sopinha quando você fica doente e lógico, elogia o papa que ele faz, porque sim esse boy vai querer te mimar como se fosse um bebezinho.

O boy de Câncer dá perdido quando: você não dá a devida atenção, não se mostra disposta a ter um relacionamento de fins de semana caseiro de gordice e Netflix ou independente demais. Esse é o tipo de boy que precisa se sentir necessário na vida de alguém, se ele vê que não tem espaço para cuidar, proteger e alimentar, ele entra na caverna canceriana e sai de ladinho igual o caranguejo.

2015_Poema

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