O EXPLICÁVEL INEXPLICÁVEL

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Leia ouvindo: Interestelar – Mulamba

O corpo ainda está recheado de dor e de sentimento de despreparo. Como se a cada passar dos milésimos de segundo tudo aquilo pudesse escapar por entre os dedos. No calendário, conta os dias a espera do momento oportuno para dizer adeus.

As palavras são grifadas no giz e não há entendimento entre corpo, mente, coração e realidade de mundo. As palavras podem ser apagadas com qualquer coisa e principalmente lágrimas.

Fotografia: Juliana Manzato

O passo a passo da vida saudável é uma necessidade só sua. Conta no relógio o tempo de cada atividade diária e consome a ansiedade em pequenas pilulas repletas de hipotermia sentimentalódica em busca de trazer a realidade mais próxima aos seus sonhos.

Me perdoa, estou pedindo perdão de graça mesmo pelo meu mundo de fantasia. Por esquecer como se conta um, dois, três e quatro até que todos os números do mundo sejam contados e por fim entender.
Eu entendo tudo o que costuma passar pela minha retina, mas às vezes é tudo rápido demais em um mundo de atitudes em câmera lenta.

Por isso, foco no que é mais fácil. Na água a ser ingerida em vários litros ao dia, no alimento a ser consumido, nas reuniões que poderiam ser facilmente solucionadas em um email, mas prazerosas de se realizar, no sorriso de um bebê na internet.

Sorria e escreva palavras belas, mesmo que com giz. Sorria e viva seu sonho mesmo que alguém na frente de sua retina se sinta em ponto de ebulição e se evapore como a água do café esquecida na chama acesa do fogo.

Queime sua verdade por entre todas as quinas de um mundo redondo e seja livre com as suas verdades, para superar seu medo, seu cosmo, sua transcendentalidade e alcançar o belo, o amável, a vida de dois em um.

Viva todos os milésimos com intensidade.

Seja a chama no espaço, mesmo sabendo que impossível queimar no espaço, vá lá, faça se supere e seja feliz com as suas escolhas.

Luiza Pellicani

Jornalista que perdeu o filtro quando nasceu. Fala e faz o que dá na cabeça. É apaixonada por jornalismo, escrita, música, vida e por pessoas. Balada é comigo. Cinema é comigo. Netflix é comigo. Família é comigo. Nos amores, aproveite, as coisas podem mudar. E não esqueça, máxima do 8 ou 80 não funciona comigo.
Luiza Pellicani

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