O medo do amor

por Bianca Ferreira

“It always fascinated me how people go from loving you madly to nothing at all, nothing. It hurts so much. When I feel someone is going to leave me, I have a tendency to break up first before I get to hear the whole thing. Here it is. One more, one less. Another wasted love story. I really love this one. When I think that it’s over, that I’ll never see him again like this… well yes, I’ll bump into him, we’ll meet our new boyfriend and girlfriend, act as if we had never been together, then we’ll slowly think of each other less and less until we forget each other completely. Almost. Always the same for me. Break up, break down. Drunk up, fool around. Meet one guy, then another, fuck around. Forget the one and only. Then after a few months of total emptiness start again to look for true love, desperately look everywhere and after two years of loneliness meet a new love and swear it is the one, until that one is gone as well.”

“There’s a moment in life where you can’t recover anymore from another break-up. And even if this person bugs you sixty percent of the time, well you still can’t live without him. And even if he wakes you up every day by sneezing right in your face, well you love his sneezes more than anyone else’s kisses. “

As citações e vídeos acima são do filme “2 dias em Paris”. Eu não o assisti, mas segundo o cara mais inteligente dos tempos modernos (vulgo Google) trata-se de uma comédia romântica onde Marion (Julie Delpy) e Jack (Adam Goldberg) formam um estressado casal, que vive em Nova York. Eles tentam recuperar o relacionamento viajando para Paris, a cidade-natal de Marion, porém, Jack enfrenta problemas, já que os pais dela nada falam de inglês e Marion volta e meia reencontra antigos namorados (sinopse retirada daqui).

Me deparei com as citações acima em um dos milhões de posts diários de contatos do Facebook. Entre um lixo e outro, meus olhos não puderam deixar de notar esse texto. E eu corri para procurá-lo em vídeo. E, apesar de expressar sentimentos exagerados, me tocou.

Me toca porque é uma verdade recorrente do dia a dia: pessoas que querem amar, ser amadas, ter alguém para chamar de seu, mas ainda assim morrem de medo de se entregar ao amor. E amar loucamente, freneticamente.

Parafraseando um momento da televisão brasileira, o amor é mesmo uma dor. E dói ser rejeitado. E cansa recomeçar. E dá trabalho reconstruir um relacionamento. E me parece, na minha leiga opinião de mulher carregada de uma bagagem tendenciosa, que a modernidade dificultou demais os relacionamentos. Todos. Principalmente, os amorosos.

Mas é uma simples questão de escolher: encarar ou ficar sozinho?
Pode ser que doa. Pode ser que canse. Pode ser que acabe.
Mas eis que um dia pode ser que seja doce. E prazeroso. E valoroso. E duradouro.

Tenha coragem de viver o amor. No fim, a gente sempre sobrevive. E vivemos ele todinho de novo, quantas vezes for preciso.

(Mais sobre o medo do amor nesse texto ótimo de Martha Medeiros)

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admin

Um comentário em “O medo do amor

  1. É realmente difícil depois de tantas desilusões amorosas, nos entregar novamente de coração para um outro alguém. Mais difícil ainda é encontrar alguém que realmente vale a pena…

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