O NOVO DIFERENTE


Leia ouvindo: Yppah, The Range – Neighborhoods

Apesar de às vezes sentirmos nossa vida estagnada, ela está em constante mudança, mas a maioria de nós, seres-humanos, ainda não aprendeu muito bem a lidar com isso. A mudança assusta, e esse medo nos paralisa. Temos medo de perder aquela pessoa, aquele emprego ou algo que conquistamos, quase sempre com um grande esforço. Sofremos profundamente e, antecipadamente, com o medo do desconhecido.

Nos últimos tempos, fomos jogados de cabeça sem muita escolha nesse mar de mudanças, e com isso veio a ideia do “novo normal”. Confesso que não vou com a cara dessas palavras e tenho até uma certa repulsa quando as ouço, mas essa sou eu questionando as informações que chegam até mim.

via @indig0

O que seria o novo normal? A pluralidade no nosso mundo é tão grande que a palavra chega a ser contraditória. Seria uma tentativa de colocarmos todos em uma caixinha onde somos usados como linha de produção? O novo diferente me soa muito mais coerente porque engloba todo o tipo de diversidade, de pensamentos, de ideais. Não temos que nos acostumar com um novo normal e sim com a mudança constante. Nada é estático nessa vida. No universo, tudo está em constante movimento. O diferente e a mudança deveriam ser o “normal”.

Está tudo bem ficarmos um pouco estagnados para colocar as ideias no lugar, tentar entender que a mudança pode sim nos trazer coisas boas e quais atitudes precisamos tomar a partir dali, mas é bom sempre prestar atenção se não estamos permanecendo nessa estagnação por puro comodismo ou medo do novo e da mudança. Cedo ou tarde a vida vem e te atropela, sem você nem conseguir anotar a placa do caminhão, pra te dar aquele empurrão forçado, já que você não quis andar com as próprias pernas.

É bom reforçar que todo dia temos infinitas oportunidades de mudar de ideias, de planos, de crenças, de opiniões. Bater a cabeça também faz parte. E assim seguimos nos permitindo.

“Vamos em frente que atrás vem gente”.

Juliana Cambiucci
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Juliana Cambiucci

Caipira do interior paulista, tradutora, com sede pela liberdade e rodinhas nos pés. Apaixonada por natureza, animais e atividades ao ar livre. Buscando viver de uma forma mais leve, seja na alma ou na bagagem carregada.

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