O que o primeiro mochileiro Alexandre, o Grande pode te ensinar

Acreditamos em um modelo de sociedade onde a felicidade está no sucesso profissional. Cada conquista dividida nas redes sociais torna a consciência mais leve de quem compartilha e mais pesada de quem lê. Claro, afinal o anseio pelo sucesso, a necessidade da ascensão hierárquica e a sede em beber da água dos picos mais altos do mundo corporativo, elevam o desespero das novas gerações.

Concordava com tudo isso até o dia em que nasci. Foi em 2006. Alias, 27 de agosto de 2006 para ser mais preciso. Embarcava para o Canadá, com 16 anos de idade para descobrir que o mundo ia muito mais além de apostilas escolares e pressão pré vestibular.Embarcava para um mundo de sonhos e possibilidade, onde errar era visto como experiência e o erro como motivação para tentar novamente.

Lembro-me nas aulas de história quando estudamos a cultura helenística. Lembra-se o que é isso: possivelmente não, mas quando eu te contar, você vai entender porque este foi o período de maior desenvolvimento humano que se tem noticia ate hoje.

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O Helenismo foi um período onde houve a fusão da cultura grega com a cultura oriental. Alexandre, o Grande, respeitava e incorporava as tradições dos povos por ele conquistados sem usar do radicalismo e baseando sua formação educacional nos pontos positivos da cultura grega e nos valores dos povos orientais. Assim, surgia uma nova civilização.

Se você ainda não entendeu aonde quero chegar, deve ser o típico turista que viaja pra pro Rio, anda no bondinho, tira foto no Cristo e molha os pés em Ipanema pra voltar pro hotel. A ideia do perder para ganhar quando se viaja foi uma das melhores invenções desde o surgimento da roda. Não existe um jeito certo para se viajar, mas te garanto que mala fechada e cabeça aberta são as melhores companheiras para uma viagem.

Voltando ao exemplo do Rio, vou contar pra vocês que adoro saber o que o carioca come, onde vai, o que escuta na balada, quais praias frequentas e o que curte fazer – normalmente longe dos centros turísticos.

Após descobrir o “mundão”, a minha percepção do sucesso pessoal e profissional passou por um duplo twist carpado e entendi que não existe futuro tão bem sucedido como o presente bem aproveitado. Na verdade, o que faz o destino final tão encantador são as paisagem, e mais ainda, os caminhantes que encontramos por lá.

Imagine você poder ensinar um pouco do que sabe e receber uma nova cultura em troca: Não seria fantástico: Acredito que uma viagem bem aproveitada se resuma em entender que não existe o certo ou errado, o limite ou a exceção. Apenas o MEU e o SEU.

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Juliana Manzato
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Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

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