OLHA PRA DENTRO

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Leia ouvindo: The Middle East – Blood 

O entendimento nunca é simples, enquanto o julgamento é encontrado com facilidade. Apontar o dedo. Fazemos com maestria para a maioria, tanto que parece beirar a normalidade, mas sabe? Não pode ser normal!

O maior objetivo parece esquecido: dedo apontado passa longe de todo aprendizado. Gostamos mesmo é de cuidar da vida de outro, afinal, não damos conta da nossa própria. É mais fácil jogar gasolina na fogueira do outro, afinal a nossa parece bem controlada.

Quando você aponta o dedo, esquece que existem tantos outros apontados para você. Você não percebe o quanto aquele sorriso é forçado, o quanto aquela vida que você acredita ser de cinema é sofrida. Você aponta o dedo para a riqueza. Você aponta o dedo para a pobreza. Você fala sobre Deus, mas faz da vida do amiguinho um inferno. Você quer, e quando decide querer, decide também passar por cima de tudo – e todos – para conseguir. Você não faz a menor questão de se colocar no lugar do outro. Você esquece que bonito mesmo é ser coerente.

Fotografia: Juliana Manzato

Talvez esteja mais do que na hora de começar a colocar no seu dia a dia um pouco de tudo aquilo que tem compartilhado nas suas redes sociais. Talvez seja a hora ideal para ficar em silêncio valendo ouro e, perceber que palavras demais não significam nada. Gaste energia cuidando da sua vida. Abrace seus sonhos. Encare suas piores sombras com doçura.

Buscamos, de maneira incansável, o lado mais obscuro do outro para nos sentirmos mais leves com o nosso. Seja através de criticas, comentários ou pensamentos. O outro errar, alivia a nossa falha. O outro acertar, liberta os nossos demônios.

Não estamos preparados para ver a estrela do outro brilhar, essa é a verdade. A tragédia, dor e sofrimento alheio, dão audiência. Precisamos ver alguém em situações – piores – que as nossas para valorizar o que já temos.

Você não sabe, mas aquela vida nunca foi, e nem será, perfeita. Você não sabe todas às vezes que ela  adormeceu chorando, e teve – por obrigação, amanhecer sorrindo. Você não sabe de todas as humilhações que ela já passou para ser respeitada. Você não sabe de todos os abusos psicológicos que ela driblou. Dos limões mais azedos, conseguiu uma doce limonada.

Existem pessoas que aprendem apontar dedos, e existe gente que usa a dificuldade como trampolim. Controla a respiração para ganhar fôlego. Sempre acaba vendo que o menos é realmente mais.

Gente bem resolvida não olha em volta, olha pra dentro.

Nada como o autoconhecimento.

Juliana Manzato

Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras.Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Faz da vida poesia e textos. Muitos textos!Sonhos? Vive deles
Juliana Manzato

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